
Odiscurso do Chega parece linear e porque não governa não é posto à prova, mas assim como é um partido cheio de moralismo e moralistas, a par de ser um partido de pessoas com muitos problemas com a Justiça, onde até o próprio partido para se legalizar é um tormento, mas para se financiar não, vamos vendo episódios da incongruência que parece não afetar os seus seguidores. Alguns não percebem que chegaram ao fanatismo fascista que cega.
O Chega não é um partido liberal no sentido clássico (liberalismo económico + liberalismo político) porque procura a queda do regime e do sistema para implementar o autoritarismo (de uma pessoa só) e chegar se possível à ditadura. Sim, o Chega é a personificação da Velha Senhora, a ditadura, por mais que os novos digam que agora isso não é assim, por convencimento, e não por conhecimento das etapas nos livros de história. Acham que agora é diferente, mesmo com o exemplo claro dos EUA.
O Chega usa o discurso (não a prática) pró-iniciativa privada e contra “o Estado inchado”, mas a sua posição económica é misturada e muitas vezes contraditória. Parece liberal quando defende redução de impostos (sobretudo IRS), critica o excesso de despesa pública, fala em mérito (onde anda nos seus elementos), empreendedorismo e iniciativa privada, e quando é crítico de subsídios e do que chama “dependência do Estado”
Mas por outro lado, deixa de ser liberal, quando não defende claramente um Estado mínimo (e sabemos porquê, para implementar a autocracia), mas também porque aceita um Estado forte em áreas como a polícia e justiça, controlo social e penal, vão se lembrando do que se passa nos EUA. O Chega tem posições intervencionistas e protecionistas em alguns setores e é conservador/autoritarista em costumes e direitos civis (o oposto do liberalismo político)
Por estas razões, o Chega é normalmente classificado como direita populista, nacional-conservador e com traços estatistas e punitivos. Não é um partido liberal, mas usa retórica liberal económica quando isso serve o discurso.
Assim chegamos a São Vicente, vocês acham que serviços camarários vão dar resposta célere e a qualquer hora no socorro a animais domésticos? Acham funcional ter um intermediário nas urgências para trabalhar no expediente, informar o que no seu entender achar que deve informar ou até não informar. Acho que isto já é uma forma de controlar e de ser ineficaz, mas como já vimos a posição na "Estrada" das Ginjas (ou será de uma unidade hoteleira?) e vendo de onde o Chega se abasteceu de militantes (PSD - atenção que os resultados na Madeira não são um acaso), onde pensam que vai chegar o partido mais papista do que o Papa?
Este texto foi escrito por alguém que admira o trabalho da associação, não por um político, não por campanha, pelos animais. A decisão está errada.
Hoje, a Associação Ajuda a Alimentar Cães reuniu, conforme previamente agendado desde o início do mês, com o Presidente José Carlos Gonçalves e com a Vereadora responsável pelo pelouro da causa animal, com o intuito de disponibilizar, como tem acontecido nos últimos anos, a nossa colaboração na resposta aos animais em situação de risco no município de São Vicente.
Como é do conhecimento de todos, não é responsabilidade das Associações assumir o problema animal de um município. Ainda assim, e por acreditarmos que a união é essencial, sempre nos propusemos a colaborar.
Ao longo dos últimos anos, a Associação Ajuda a Alimentar Cães manteve uma excelente relação com a anterior vereação, resgatando dezenas, senão centenas de animais deste concelho. Fomos também responsáveis pela saída e encaminhamento para adoção de todos os animais que se encontravam no canil municipal, acolhemos inúmeras ninhadas e, todos os meses, apoiamos famílias carenciadas através da distribuição de ração. Tudo isto contribuindo para aliviar necessidades que são, na verdade, da competência municipal.
Infelizmente, a reunião de hoje demonstrou que a nossa colaboração não é bem-vinda. Poucos minutos após o início, a Vereadora abandonou a reunião, num gesto que consideramos de profunda falta de respeito não só para com o Senhor Presidente, mas também para com esta Associação que há muitos anos ajuda ativamente os animais e a população do concelho de São Vicente.
Foi igualmente a Vereadora quem referiu a possibilidade de avançar com um processo contra a Associação, quando questionámos, de forma legítima e apenas com o objetivo de compreender, que acompanhamento tinha sido prestado a uma gata que se encontrava na rua e que, segundo a própria, estaria “em tratamento”. Esta gata foi posteriormente resgatada por nós da rua em estado muito grave e continua em cuidados veterinários suportados pela Associação há 42 dias.
Importa ainda referir que esta não foi a primeira vez que a Vereadora se dirigiu à Associação nesse tom, tendo já anteriormente feito ameaças semelhantes quando insistíamos apenas em compreender que cuidados estavam a ser prestados a esta gata, que se encontrava efetivamente na via pública e muito doente.
Foi-nos respondido, de forma rude, que não nos competia questionar quaisquer intervenções realizadas pela Câmara.
Reforçamos que a nossa única intenção era clarificar procedimentos e garantir que os animais estavam a ser devidamente acompanhados. Perante esta postura, a reunião terminou sem qualquer conclusão ou possibilidade de colaboração.
A partir de agora, todos os pedidos de ajuda relativos ao município de São Vicente deverão ser dirigidos diretamente aos serviços municipais competentes.
Esperamos sinceramente que o município, juntamente com a Associação local com quem irá estabelecer protocolo, consiga dar resposta a todos os casos, já que a nossa ajuda não é considerada necessária.
Agradecemos ao Senhor Presidente José Carlos Gonçalves, que foi extremamente simpático e correto connosco, por nos ter recebido.
Lamentamos esta situação, porque quando existe falta de colaboração, quem acaba sempre por sofrer são os animais.
Neste momento, existem vários casos graves pendentes neste concelho que, infelizmente, a partir de agora já não conseguiremos assumir.
Esta decisão significará, naturalmente, menos encargos para a Associação, mas deixa-nos profundamente preocupados com os animais que ficarão sem o apoio que até aqui lhes vinha sendo garantido.
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