SEXO!!!


Agora que já captei a vossa atenção, leiam até ao fim que vale a pena.

N o dia 18, mais uma vez, o eleitorado de esquerda, da verdadeira esquerda, vai estar perante um dilema: ou assume tontamente a sua posição irredutível de voto ou engole o orgulho e toma a opção mais importante.

Como as sondagens têm vindo a demonstrar, dos 11 candidatos a sufrágio para a presidência da República, só cinco têm uma realística hipótese de passar à segunda volta, onde os dois mais votados vão ver decidir quem será o chefe de Estado dos próximos, muito provavelmente, 10 anos.

Entre esses cinco estão quatro conotados com a direita ideológica (um de extrema-direita radical, estúpida e imoral, um da direita capitalista e antissocial, um da direita encapotada, com ares de centro, e um de difícil classificação, mas que não consegue posicionar-se, por muito que se contorça, distante da ala direita do centrão). Resta um candidato, ainda do centrão, mas com laivos de esquerda e preocupações sociais, embora bastante distante daquilo que seria útil, necessário e benéfico para o povo português.

As intenções de voto, que têm sido divulgadas ao longo destes dias, mostram que apenas uma coisa é certa: numa segunda volta, o candidato da extrema-direita perde para qualquer um dos outros. Porém, se ambos os candidatos a passarem à segunda volta forem de direita, ou dessas bandas, será de pouco consolo ver o charlatão extremista ficar de novo com refluxo ou dói-dói em qualquer parte do corpo. E é isso que acontecerá, se os candidatos de esquerda insistirem na teimosia de irem a votos, cada um querendo demonstrar não se sabe bem o quê, mas não se importando com as consequências.

É necessário e urgente que o eleitorado, que não quer ver a direita a ocupar mais um órgão de governo de Portugal, tome uma decisão drástica, por muito que lhe custe, e vá votar no menos mau daqueles cinco.

Só assim, poderá haver esperança de não termos 30 anos seguidos de presidentes direitolas, obstaculizando medidas necessárias à melhoria da situação de grande maioria da população, chegando ao ponto de forçar a queda de um governo maioritário, com alguma abertura para as questões sociais, para promover a política da ala direita, com os resultados a que estamos a assistir.

Por muitas voltas que dê ao estômago e por muito angustiante que se torne, é necessário votar com inteligência e o sentido prático da eleição do mal menor, mesmo reconhecendo que esse candidato está muito longe de poder parecer a escolha ideal para o cargo em questão.

Aqui sim, se deverá aplicar a expressão popular: aceita, que dói menos.

E tomar sais de frutos antes de ir às urnas...