A Rússia deu um passo maior do que a perna e ficou sem a Síria e a Venezuela 😂


Confesso que me tenho rido muito e se calhar a solução da guerra na Ucrânia é abrir outra com Moscovo ou então a Ucrânia inventar que encontrou uma ogiva nuclear da Guerra Fria.

A obsessão do Kremlin com a invasão da Ucrânia não só exauriu os seus recursos militares e económicos, como criou um vácuo de poder que deixou os seus aliados históricos à sua sorte. Já lá foi a Síria, agora a Venezuela, quem sabe se os Estados unidos conservam a guerra na Ucrânia para ir abatendo aliados russos? E o Putin armado em esperto.

Ao longo das últimas décadas, Vladimir Putin construiu a imagem de um parceiro leal que não abandonava os seus aliados, mesmo sob pressão internacional. No entanto, a guerra na Ucrânia mudou essa narrativa. Ao concentrar quase toda a sua capacidade militar e atenção diplomática no solo ucraniano, a Rússia transformou-se num "aliado de papel", incapaz de projetar força para proteger quem nela confiava.

O colapso dramático do regime de Bashar al-Assad na Síria, em dezembro de 2024, foi o primeiro grande sinal. Moscovo, que outrora enviou aviões e mercenários para salvar Damasco, limitou-se a observar enquanto décadas de influência no Médio Oriente desmoronavam. A Rússia "pagou" a sua sobrevivência na Ucrânia com a perda da sua maior base estratégica no Mediterrâneo.

Agora, em janeiro de 2026, o cenário repete-se na Venezuela. Com a captura de Nicolás Maduro pelas forças dos EUA e a queda do seu regime, a Rússia perde o seu principal ponto de apoio na América Latina. Moscovo emitiu alertas e discursos indignados, mas a verdade é que as suas mãos estão atadas no Donbass. Para Maduro e Assad, o apoio de Putin revelou-se uma promessa vazia: a Rússia não os traiu por falta de vontade, mas por incapacidade absoluta.

Ao priorizar a conquista de território ucraniano, a Rússia abdicou do seu estatuto de potência global. Hoje, os "amigos" do Kremlin percebem que, em caso de crise, estão sozinhos. A Rússia está, mais do que nunca, afundada no seu próprio erro estratégico, assistindo à desintegração da sua rede de influência enquanto luta para não colapsar internamente.

Que tal abrir mais uma guerra com a Rússia para resolver mais problemas? Ironia!