A única saída possível. Cumpriu, o PSD aprendeu?
U m caso complicado. O acidente noticiado é grave e merece uma leitura sem complacência. Conduzir com uma taxa de alcoolemia de 1,99 é um comportamento altamente perigoso, com risco real para a vida de terceiros, e ganha ainda maior gravidade quando praticado por alguém que exerce funções públicas. O atropelamento não é um “erro menor”, é a consequência de uma escolha irresponsável, com impacto direto numa vítima concreta e na confiança dos cidadãos.
Dito isto, a atitude tomada após o acidente também deve ser analisada com rigor e equilíbrio. O facto do vereador ter assumido o erro, pedido desculpas públicas e suspendido o mandato rapidamente demonstra responsabilidade política, algo que, infelizmente, nem sempre acontece. A suspensão não apaga o sucedido nem substitui as consequências legais, mas mostra consciência do cargo que ocupava e do exemplo que devia dar. Em termos políticos, é a decisão correta.
O facto de “já cair um vereador” nesta equipa da CMF tão novata tem igualmente um peso simbólico relevante. No mandato anterior também começou pelo CDS. Malapata? Mostra que há consequências reais para comportamentos graves, mesmo em início de mandato, e que a vereação não é um espaço imune à responsabilização. Também testa a maturidade das instituições e dos partidos, assim, a substituição deve ser tratada com normalidade, transparência e respeito pelas regras democráticas, sem relativizar o que aconteceu nem instrumentalizar o caso.
Este caso é um exemplo, houve um comportamento inaceitável, uma resposta política adequada e uma consequência concreta. O essencial agora é que a justiça siga o seu curso, que a vítima seja acompanhada e que este caso sirva, de facto, de exemplo, não pelo erro, mas pela responsabilização que se seguiu. Albuquerque, aprendeste alguma coisa?
