E ste ano chega ao fim e, com ele, fica claro que ainda há muito por dizer, fazer e construir. A democracia nunca está pronta. Está sempre em risco. Não pode dormir, não pode descansar, nem pode permitir o desleixo. Quando deixamos passar aquilo que a ameaça, é nesse dia que a democracia começa a morrer e a ditadura começa a nascer.
Os leitores precisam de compreender que a política não é apenas para políticos. A política diz respeito a todos os cidadãos. Uns são mais activos, outros menos, mas todos têm responsabilidade. Todos somos guardiões da democracia. A política não existe apenas nos dias de eleições. A política existe todos os dias, porque a democracia vive todos os dias. Todos os dias tomamos decisões que têm impacto colectivo.
A democracia é imperfeita, mas é inclusiva. Essa é a sua maior força. É barulhenta, cheia de opiniões diferentes, debates e conflitos. Mas é bonita porque inclui, em vez de excluir. Quem exclui cidadãos não é democrático. Quem procura silêncio, censura e obediência cega não é democrata. É autoritário. A história mostra que quem procura uma falsa perfeição acaba sempre em regimes autoritários e ditaduras.
A democracia é complexa porque lida com os problemas de milhões de pessoas. Não se trata dos interesses de um líder ou de um partido. Os discursos simplistas e populistas vivem da imagem e do palco. Esses líderes não querem resolver problemas. Precisam do caos, do medo e da crise para aparecer como salvadores. Na verdade, salvam apenas a si próprios. Dividem em vez de unir. Excluem em vez de incluir. Impõem regras que só os beneficiam. Isso não é liderança. É egoísmo e autoritarismo.
Numa democracia saudável, o poder é partilhado. Está distribuído por várias instituições. Pertence aos cidadãos. Nunca deve pertencer a um único partido, nem a um só homem. A história ensina-nos o que não devemos repetir e o que devemos defender juntos, no presente e no futuro.
Viva a liberdade individual. Viva a liberdade colectiva. Viva a liberdade de expressão. Viva a democracia. Viva o 25 de Abril. 25 de Abril sempre. Fascismo nunca mais.
Um feliz ano novo a todos os leitores, eleitores, cidadãos e editores. Que 2026 seja mais um ano de democracia, participação e responsabilidade. Sempre.
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