Quem faz um seguro para o fim do ano?
L ançar fogo de artifício durante tempestades elétricas não é apenas imprudente, é tecnicamente perigoso e operacionalmente indefensável. Relâmpagos, vento forte e chuva intensa criam um ambiente instável que aumenta exponencialmente o risco de acidentes graves, incêndios, falhas técnicas e ferimentos.
Os relâmpagos podem provocar descargas elétricas inesperadas em estruturas metálicas, sistemas de ignição e plataformas de lançamento. O vento forte altera trajetórias, fazendo com que foguetes caiam fora da zona de segurança. A chuva compromete sistemas elétricos e pode causar ignições descontroladas. Resultado: perda de controlo total.
Do ponto de vista legal e técnico, a maioria dos regulamentos de segurança proíbe explicitamente o lançamento de pirotecnia em condições meteorológicas adversas. Ignorar isso é assumir responsabilidade civil, criminal e política. Não há romantismo que compense.
Drones, alternativa moderna, mas não milagrosa. Os espetáculos com drones surgem como alternativa mais sustentável, silenciosa e visualmente sofisticada. No entanto, também não são imunes ao mau tempo.
- Tempestades elétricas interferem nos sistemas de navegação e comunicação.
- Chuva intensa danifica componentes eletrónicos.
- Vento compromete estabilidade e sincronização.
- Relâmpagos representam risco direto de perda total dos equipamentos.
Ou seja, os drones reduzem alguns riscos, mas não autorizam irresponsabilidade meteorológica. Também aqui, os protocolos exigem cancelamento ou adiamento em condições adversas. A decisão certa é simples (e pouco popular). Eventos públicos exigem gestão de risco, não bravura. Quando há relâmpagos e tempestade:
- Não se lança fogo de artifício.
- Não se levantam drones.
- Adia-se. Comunica-se bem. Assume-se liderança.
O verdadeiro espetáculo é garantir segurança, respeito pelo público e decisões inteligentes. A responsabilidade é toda tua Miguel Albuquerque. Toda!
