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| Conservemos o nosso habitat, não há outro. |
O s fogos de artifício lançados no mar não são “inofensivos” nem “tradição sem custo”. São poluição sonora extrema, são descargas químicas diretas no ecossistema marinho e são mais um exemplo de como o espetáculo continua a valer mais do que o conhecimento.
O ruído subaquático desorienta, afugenta e lesa espécies marinhas. Os resíduos químicos, metais pesados, percloratos, partículas finas, não desaparecem no aplauso final. Ficam. Acumulam-se. Entram na cadeia alimentar. Isto não é ideologia ambiental, é evidência científica.
A arditi não tem nada a dizer sobre isto? Espera-se correção de políticas, não silêncio cúmplice nem desculpas.
Fazer ciência não é apenas publicar artigos. É alertar, incomodar e exigir que as decisões públicas deixem de tratar o ambiente como dano colateral da festa. O mar não é palco. É sistema vivo. E já está a pagar caro pela nossa teimosia.
E a pergunta impõe-se, não aprendeu nada com o fogo de artifício deste ano, Miguel Albuquerque? O tempo já deu um aviso claro. A instabilidade climática já não é cenário futuro, é contexto presente. Imagine que, em vez de “apenas” mau tempo, tivéssemos tido um dilúvio como o de 20 de fevereiro. A responsabilidade era toda sua. Pense bem sobre o próximo fim de ano. Está na altura de reformular os festejos. Lembro que o fogo de artifício esta a ser proibido em vários países da europa.
