19/02/2026, 15:53:14 Deputados da Madeira ponderam independência… depois de terem votado livremente.
Depois de terem exercido o seu direito de voto com total liberdade na Assembleia da República, alguns deputados eleitos pelo círculo da Região Autónoma da Madeira admitem agora “ponderar” tornar-se independentes. A questão que se coloca é simples: independentes de quê, exatamente? Segundo fontes parlamentares, os deputados em causa não estiveram sujeitos a disciplina de voto obrigatória na matéria em debate. Ou seja, puderam votar conforme a sua consciência, entendimento político e avaliação dos interesses da Região. Votaram. Decidiram. Assumiram. Ainda assim, surge agora a narrativa da “falta de liberdade” e a hipótese de passagem a deputados não-inscritos. Convém recordar que, nos termos da Constituição da República Portuguesa, o mandato pertence ao deputado e não ao partido. A liberdade de voto é um princípio estruturante do Parlamento. Se essa liberdade existiu e tudo indica que sim então a súbita reflexão sobre independência soa mais a exercício retórico do que a necessidade política. Fica a dúvida:
Será a independência um ato de coragem política ou apenas uma forma conveniente de reescrever a história de uma votação já realizada?
A Madeira precisa de deputados firmes, coerentes e claros nas suas posições não de encenações pós-voto.
Porque independência verdadeira não se proclama depois de votar. Exerce-se antes.
20/02/2026, 2:17:38
O Governo Regional consolida o que o povo chama de "tachões" em secretarias de peso como a Educação (que absorve quase metade da função pública regional com 9.682 funcionários), as Autarquias e Juntas de Freguesia multiplicam os "tachinhos" em estruturas locais que nunca empregaram tanta gente como agora. Todos estão a arranjar as capelinhas e os votos, viva a democracia madeirense. Entre 2011 e 2025, o poder local viu o seu efetivo disparar para perto dos 4.000 trabalhadores, engraçado este ciclo de recrutamento, acelera em anos eleitorais e transforma cada câmara ou junta num pequeno entreposto de influência política. Este fenómeno cria uma Madeira de duas velocidades, uma administração central pesada e burocrática e uma rede local de vizinhança onde o emprego público serve, muitas vezes, mais para garantir a lealdade do que para gerir a eficiência. 9 das 11 câmaras mudaram de mãos, coincidindo com um novo recorde de quase 4.000 funcionários no poder local na Madeira, impressionante.
19/02/2026, 3:32:46
Leiam um artigo do DN de hoje, as casas em 20 anos triplicaram de valor. A crise imobiliária é só para o madeirense que foi empurrado para ser pata-rapada. Quem tenta viver na Madeira viu o custo do metro quadrado a saltar de 500 euros de 2005 para um mínimo de 1.500 euros em 2026. É preciso parar com isto e governar para o madeirense, esta elite que se apoderou da Madeira brincsa com o direito a ter casa, para eles a casa é apenas um ativo de luxo. É preciso se focar na produção de habitação a preços acessíveis para a classe média e jovens, que viram os preços subir mais de 75% apenas nos últimos cinco anos. Isto acelera o inverno demográfico, vamos desaparecer!
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