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A sintonizar estações...

Quando começam a falar verdade sobre a segurança no Funchal?

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A

estatística oficial, os dados mais recentes da DREM e da PSP, indicam que existe uma queda global de 4,6% na criminalidade na Região. Ainda estou para perceber o que é abrangido pela "criminalidade". O Funchal continua a ser o "campeão" de ocorrências, com 3.551 casos registados num único ano (60% da criminalidade da Região).

Nas redes sociais e em iniciativas políticas recentes (como as da CDU no Lazareto), há relatos frequentes de furtos a habitações e roubos de proximidade que nem sempre chegam ao balanço final da PSP por falta de queixa ou por serem considerados pequenos furtos. É importante se saber que há números não contabilizados por causa do medo de alguns ou por acabarem por desvalorizar. Isso dá força à criminalidade. É tipo a imunidade dos pequenos.

Alguém reparou que apesar do nome da operação, as festas de Natal e Fim de Ano acabaram com 63 detenções, incluindo posse de armas proibidas e crimes contra o património? Num caso recente, no passado dia 30 de janeiro, a PSP deteve um homem no Funchal para cumprir pena por arrombamento de montras e furtos de veículos. Este tipo de crime gera sempre um alarme visual, montras partidas no centro do Funchal são o pior cartaz para o turismo. Mas e os outros?

Há um número que me intriga, enquanto os furtos gerais baixaram, o tráfico de estupefacientes subiu 25% e as ameaças e coação dispararam 41%. Há qualquer coisa que não bate certo, os toxicodependentes são agora da elite? Esta "agressividade" nas ruas (muitas vezes ligada ao consumo de novas substâncias) que as pessoas sentem ao caminhar à noite parece pouco cotada nos números. E agora, é mais medo e desvalorização?

No mandato do Calado inauguraram o Funchal que mete trancas à porta em vias públicas (na Zona Velha), agora o Funchal "resortificado" vende-se como um destino de luxo, mas a segurança parece estar a tornar-se um privilégio de quem vive em condomínios fechados.

Com o aumento do tráfico e do consumo visível, a "sensação de insegurança" deixou de ser uma perceção para se tornar um hábito de vigilância, e lá estão as câmaras a vigiar o Funchal, para mim o melhor dado estatístico.

Eu ainda acho que a criminalidade respeita mais um local do que um estrangeiro, vamos ver o futuro o que diz. O que você que me lê acha?

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