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Vamos continuar a emigrar

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á uma cena que não entendo, uma elevadíssima parte dos emigrantes portugueses recebem elogios pela sua postura profissional e produtividade no estrangeiro. Por isso temos que perguntar qual a diferença do trabalho em Portugal e no estrangeiro. Vale a pena trabalhar? É do frio?

O Governo português, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), alertou para a baixa produtividade por hora no país durante o ano de 2025. Logo a seguir "chapou" que isto acontece apesar dos salários terem subido acima do esperado, com a remuneração bruta total mensal média a crescer 5,6% para 1.694 euros (uma subida real de 3,2%), a produtividade nacional ficou 28% abaixo da média da União Europeia. O aumento salarial foi impulsionado principalmente pelo setor privado de bens e serviços transacionáveis e pelo novo acordo tripartido assinado em outubro de 2024. O Ministério fez as contas do custo de vida? É que os preços não estagnaram meus senhores! Porque é que emigramos?

Segundo a senhora ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, as razões e soluções para este cenário incluem a ideia de que Portugal precisa de transitar de um modelo focado exclusivamente em incentivos fiscais para um que concilie esses incentivos com ganhos reais de produtividade. Os salários em Portugal encontram-se 35% abaixo do referencial médio da UE, o que reflete e, ao mesmo tempo, é condicionado pela produtividade que está 28% abaixo do mesmo referencial. Com custos superiores e vencimentos inferiores vamos continuar a emigrar e a deixar a ministra a falar sozinha. Dizem que a culpa da produtividade é de quem manda, agora com as intempéries percebemos que sim, começando pelo Governo.

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