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Estacionamento livre no passeio público para ir à missa do Carmo, já!

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Estacionamento livre na Fernão de Ornelas para ir à Missa já!

Porque é que só a Missa do Colégio pode ter a exceção de estacionar na Praça do Município? Temos que alargar a "isenção" a outras Missa na nossa cidade. A Câmara Municipal do Funchal deveria passar cartões de estacionamento especial para Missas, pode ser um tema para a próxima reunião com a PSP. Se não for pedir muito, não sejam islamofóbicos, antissemita, não tenham hindu fobia, etc, também são filhos de Deus.

Num estado laico, privilegiar uma religião no estacionamento irregular é uma aberração.

N

a Rua Dr. Fernão de Ornelas, o cenário nunca será de anarquia, porque é para ir à Missa. A pretexto de ir à Igreja do Carmo, e a exemplo do Largo do Município para a Missa no Colégio, não se pode dizer que seja a um autêntico vale-tudo. O "exemplo" vem literalmente de cima, do Divino invocado, se a paróquia pode, todo religioso madeirense ou turista, tem o direito de usufruir da exceção. O resultado? Acho que os Polícias que se atreverem a bloquearem carros deveriam ter um processo disciplinar, porque na Religião não se toca. Reparem num pormenor, se numa manhã de segunda-feira, com carros bloqueados na Fernão de Ornelas, com turistas furiosos e o trânsito condicionado porque alguém decidiu que a religião lhe dava um "passe livre" para ignorar o civismo deve ser encarado como um mandamento de Deus, porque o exemplo vem de cima, do divino. A Religião, como sabemos, num país laico, arrasa as leis e regras, então de trânsito é de caras.

Esta seletividade na aplicação da lei nunca será perigosa, podemos ter é uma proliferação de religiões, uma por madeirense. Se amanhã todas as comunidades religiosas da Madeira decidirem invocar o mesmo "direito ao caos" para os seus fiéis, o Funchal nunca colapsará, porque as pessoas param para ir à Missa. As regras de trânsito podem ser intermitentes, devem, porque qualquer um deve por reclamar das suas Virgens ou da entrada nos Céus. A praça é de todos e para todos, ou estamos a admitir que na Madeira existem cidadãos de primeira (com direito a estacionar à porta do altar) e cidadãos de segunda (que pagam as multas dos primeiros), todos somos religiosos, até os ateus, por um estacionamento. É tempo de separar a Igreja da Estrada e das Leis. Vejam o exemplo de sucesso do Irão, como sabem aplicar a Religião na vida do país.

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