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A sintonizar estações...

Autonomia pária. Parem de cair nestas retóricas de consumo interno.

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Isolacionismo para negócios obscuros,
usando o medo dos madeirenses.

T

udo isto acontece porque a nossa Autonomia tem falta de credibilidade política e judicial. Não há argumentos, não há "cartas", só ameaças de consumo interno, para que o povinho que acha que está tudo controlado, continue a ter medo.

A tensão cíclica entre a estrutura regional do PSD e a sua direção nacional, depois de caídos os votos de que precisam, não é nova, tudo no PSD-M é igual na fórmula de sucesso de que o povo não se liberta. Serve para fingir, é utilizada como ferramenta de retórica política quando as decisões nacionais não ligam aos não credíveis e confiáveis da Madeira. É preciso saber a dimensão das coisas, a Madeira é menos na sua totalidade do que algumas autarquias do continente.

Não há partidos regionais e se houver é algo parecido com o JPP que funda um partido nacional e dedica-se à Madeira. A menos que estejam a ameaçar de novo com a independência. Se o PSD-M se julga uma superpotência para sonhar com mais uma "intifada flamista" basta aumentar o preço do petróleo e acaba-se o turismo. As obras são só dinheiro em caixa para oligarcas e políticos, só consome o IVA... Estas tradicionais ameaças inflamadas do PSD-M acontecem por não haver argumentos, serve para fingir que o PSD-M é o partido dos madeirenses. Esqueçam, é só jogo de fingimento, é um partido de negócios e estrangeiros que tragam dinheiro.

O PSD nacional que diga OK, façam um partido "regional" e peçam a independência, depois vejam a capacidade negocial deste calhau consumidor de recursos, um pequeno mercado em bicos de pés. Já agora juntem-se aos EUA. Façam o processo inverso, os americanos veem para a Europa e os madeirenses querem o desastre dos americanos. Esta deriva não é nova, expulsaram o bom turismo e encheram isto de rascas que nos estão a irritar.

João Cunha e Silva, idóneo mentor da dívida e da falência, das sociedades de endividamento, não poderia ser melhor pessoa para esta doideira. Como seria de esperar não trouxe novidade, mas sim o regresso de uma narrativa gasta. Trata-se da velha estratégia da "ameaça inflamada", utilizada sempre que os argumentos políticos escasseiam ou quando é necessário desviar o foco de questões internas. Mais uma trumpalhada para esconder falhanços ou a "cúpula judicial"?

O PSD-M parece, por vezes, sofrer de um delírio de grandeza, acreditando que a Madeira é uma superpotência capaz de ditar regras num tabuleiro global. A realidade, contudo, é mais pragmática. A economia da região é profundamente vulnerável. Basta uma oscilação no preço dos combustíveis ou uma crise no setor da aviação para que o motor do turismo, a nossa principal fonte de receita, comece a falhar. Basta soprar mais vento e as empresas dizerem basta a este destino de incertezas e de um SSM que não satisfaz a ninguém.

O modelo de desenvolvimento baseado em grandes obras públicas serviu, durante décadas, para alimentar um ecossistema onde políticos e oligarcas circulam com proximidade, deixando para o erário público pouco mais do que o consumo do IVA e dívidas de manutenção. Trocar enxutos por molhado.

Se a intenção é agora genuína, então que se avance. No entanto, é preciso ter consciência de que um pequeno mercado em bicos de pés tem uma capacidade negocial limitada num mundo globalizado. Na Europa os países juntam-se e querem federalização para subir a potência, a Madeira quer estar só e ser grande... grande receita de alguns. Pedir a independência ou o isolamento partidário é abdicar da rede de segurança que a integração nacional e europeia proporciona. Mas de facto, quem valoriza mais a cópia do modelo americano em vez de se integrar na Europa só pode dar um regime de òrban no Atlântico, resta o chute.

A Madeira merece uma política de ideias e planos futuros para os MADEIRENSES e não de ameaças vazias. Este calhau consumidor de recursos, como muitos lhe chamam pejorativamente quando a retórica sobe de tom, precisa de gestão estratégica e menos encenações de vitimização política perante o "exterior".

As pessoas estão cansadas das ameaças da Madeira como estão de Trump, e se olharem bem, acabarão contornados, não há PACHORRA!

É deveras idóneo chamar o Calado, por Cuha e Silva no grito do Ipiranga, reconduzir o democrata interno Abreu no Conselho de Jurisdição, o Guilherme no Conselho Regional e o Ricardinho a bater palmas.

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