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Quais lares se Albuquerque usou o PRR para a resiliência do golfe?

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Sempre foi possível resolver as altas problemáticas e só agora se descobriu a "pólvora"?

T

enho uma pergunta para um milhão de euros, mas não tenho o dinheiro para pagar. Hoje o JM traz outra peta? Ou tenta "dourar" a pílula, é que a realidade dos factos torna difícil de engolir. A nova portaria fala em libertar 25 a 40 camas até ao verão, mas o nó górdio é exatamente esse, para onde vão estas pessoas?

O artigo admite que existem mais de 300 pessoas em situação de "alta clínica" (estão curadas mas não têm para onde ir) a ocupar camas no Hospital Dr. Nélio Mendonça e no Marmeleiros. Até aqui tudo certo mas a matemática que não bate certo, vamos a contradições.

Qual a solução proposta? Libertar apenas 25 a 40 camas, ou seja, mesmo que a medida funcione, 90% do problema continua lá, entupindo as urgências. A portaria introduz uma medida polémica, a obrigatoriedade imposta aos lares de aceitarem estes utentes. Mas caramba, lares cheios com "Obrigatoriedade"? Se as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPIs) já estão sobrelotadas e com listas de espera intermináveis, como é que vão acolher estas pessoas "por decreto"?

É agora que vamos falar da aposta do Albuquerque em Golfe, e se os greens os recebessem?

A única forma de avançar é através de parcerias com o setor privado e social (IPSS), mas isso exige financiamento que, como bem se nota, parece ter outras prioridades. Bem sei que há muitos amigos ... aguardemos por mais informação, mais uma jogada...

Não consigo engolir isto! Enquanto o termo "Resiliência" no PRR deveria servir para reforçar a rede de cuidados continuados e lares de terceira idade (precisamente para evitar o caos no hospital), houve opções de investimento em infraestruturas desportivas e de lazer (como o golfe) que são vistas por muitos como "torrar" dinheiro em vez de resolver problemas estruturais de saúde e envelhecimento. Milhões! Infraestruturas para amigos em vez da população. O resultado é este, tenta-se resolver um problema de falta de camas com uma "folha de papel" (a portaria), porque o cimento e o investimento real foram para outro lado.

O texto diz que a solução é "transitória" (até 6 meses). Na prática, isto pode significar que os utentes vão ser "empurrados" para lares que não têm condições para cuidados hospitalares intermédios, apenas para "limpar a fotografia" das estatísticas do hospital antes do verão. O Carácter "Provisório" é a desculpa.

Esta portaria parece ser mais um penso rápido numa hemorragia. Vão buscar outro, outro e outro. Sem a construção de novos lares públicos e sem um investimento sério na rede de cuidados paliativos e continuados, dinheiro esse que o PRR poderia ter garantido se as prioridades fossem outras, o hospital continuará a ser, por tempo indeterminado, o "maior lar da Madeira". Atentos ao que se segue!|

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