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Muitas pessoas se queixam que este turismo de massas trazido para a Madeira é outro erro de que muitas falam e particularmente sentem em vastas áreas de influência. As pessoas estão agoniadas com este turismo, mas lá aparecem os que lucram e o coro a contrapor.
Novo episódio acontece agora com o Carnaval que, seguindo outro erro de esticar eventos sem substância, com a divisão do expoente máximo que disfarça a situação, está a criar uma macrocefalia onde só o Funchal conta, por cobrir todo o espaço temporal.
A mudança anunciada, dividir o corso, sem auscultar os outros concelhos, como Machico e Porto Moniz, que dependem das mesmas trupes para os seus desfiles tradicionais de domingo. Ao "obrigar" as trupes a estar no Funchal, o Governo despoja as festividades locais de cor e ritmo, matando a descentralização que tanto apregoa.
Isto é caricato, mas pela falsa boca que inventa narrativas para disfarçar o descontrolo e falta de governação morre o "tubarão". Mais uma vez. É por estas que andam muitos a dizer que é incompetente.
Estas associações preparam-se o ano inteiro com recursos limitados. Exigir uma disponibilidade redobrada para dois dias de desfile no Funchal ignora os compromissos contratuais e emocionais que estas trupes têm com as suas próprias comunidades. É a estúpida elasticidade de querer um espetáculo maior para o turista, na extensão com a "salamização", significa esvaziar a festa para o madeirense que vive fora do Funchal. O Turismo quer se fazer grande com o mesmo dinheiro para cobrir o erro do aumento dos eventos sem substância.
Vão aparecendo câmaras, 4 pelo menos, que dizem que uma decisão com este impacto deveria ter sido discutida na AMRAM (Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira). Em vez disso, temos um facto consumado, o que obriga os presidentes de câmara a "repensar" ou "invalidar" os seus próprios eventos por falta de meios. Incompetência de quem está tão inchado que não pensa nos outros.
A tutela justifica-se com o "crescimento do evento" e a necessidade de "ajustamento de agenda". É o clássico "vender a alma ao diabo", sacrifica-se a harmonia e a tradição de toda uma ilha em prol de uma métrica de sucesso turístico que só beneficia o centro. Se quer mais festa, pague! É preciso mais gente para cobrir. Olhe, com mais de meio milhão do "toast" da América o Carnaval poderia progredir sem atropelos.
O Funchal megalómano atrofia as tradições rurais por pura asfixia logística.
O homem é incompetente ou não sabe dizer que não ao desvairado da quinta, o mal está feito e os dois têm culpa.
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