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A sintonizar estações...

Multem os CTT até não valer mais a pena gozar com os clientes.

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ais uma vez os CTT são notícia, nunca são boas, o JM relata uma situação de crise no serviço postal na Madeira, com falhas graves na distribuição que afetam toda a ilha. O meu carteiro já tinha avisado que só andam a acumular rotas, a aparecer cada vez menos em cada rota, que vai piorar e que as pessoas não querem trabalhar para os CTT. A Junta de Freguesia de Santana enviou carta à administração dos CTT, classificando como "incompreensível" que uma população de 3.000 habitantes seja servida por apenas um carteiro. A comunicação vai chegar?

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações alerta que faltam entre 10 a 15 profissionais na Madeira. O volume de encomendas triplicou ou quadruplicou, mas o número de carteiros não acompanhou este crescimento.

O atraso na entrega de correspondência está a impedir o pagamento pontual de contas de água, luz e rendas, além de reter reformas e cheques da Segurança Social, colocando cidadãos em situações de grande fragilidade financeira e sujeitos a juros de mora.

A resposta dos CTT é sempre a mesma há anos, a empresa reconhece "constrangimentos" na distribuição, justificando-os com limitações no transporte entre o continente e a ilha, mas afirma que a situação está a ser normalizada. Mentira, vai cada vez a pior, irrita-me a correspondência por navio do Sousa.

O PSD gerou este problema, está no poder, renacionalize! Isto reflete as consequências de um modelo de gestão que prioriza o lucro em detrimento do serviço público essencial. Não tenho dúvidas, e as respostas são para desarmar que acusa mas nunca se emendam

É factual que o processo de privatização dos CTT foi concluído durante o governo do PSD (em coligação com o CDS), entre 2013 e 2014. Esta decisão estratégica transformou um serviço público de proximidade numa empresa focada em dividendos, resultando no fecho de estações e na redução de pessoal que há anos se faz sentir, especialmente na Madeira.

As autarquias e populações têm sido o "suporte" dos CTT, cedendo espaços e facilitando logística para evitar o isolamento das populações, mas a empresa parece "abusar" dessa colaboração ao não investir nos meios humanos necessários para lidar com o boom das encomendas online.

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