09/05/2026, 15:09:18 No Dia da Europa chaparam-nos o PIB outra vez para dizerem que estamos bem na Europa e melhores do que o continente. O PIB da Madeira é a maior ficção científica da nossa autonomia, um número brilhante que serve para as manchetes de festa, mas que não paga rendas nem enche o carrinho das compras. Enquanto o Governo e a Secretaria das Finanças celebram o facto de o nosso PIB "per capita" ultrapassar a média nacional, o madeirense comum olha para a carteira e pergunta onde está depositada a sua parte dessa riqueza. A verdade é que este indicador é uma média cega que mistura os lucros astronómicos dos grandes grupos económicos, da hotelaria e do imobiliário de luxo com os salários estagnados de quem trabalha. É o triunfo da estatística sobre a sobrevivência, somos tecnicamente "mais ricos" no papel da Europa, mas estamos cada vez mais pobres na realidade da rua, sufocados por um custo de vida europeu sustentado por rendimentos que continuam presos à cauda da nação. Celebrar este PIB é como ver o vizinho ganhar o Euromilhões e festejar a subida da riqueza média do prédio, uma ilusão que só serve para alimentar o ego do poder político.
09/05/2026, 18:57:52 A semana gastronómica
Se passar pela Avenida Arriaga poderá constatar o que vou dizer. Basta mudar o nome do evento que acabam-se as criticas à Festa da Flor, aquilo é uma Semana Gastronómica com barraquinhas mais juntinhas do que as flores nos carros alegóricos. Portanto temos o Evento dos Clássicos, o Evento das Indumentárias em Flor, a Semana Gastronómica e a animação de borla nos Hotéis com fatos pagos pelas próprias pessoas. Que excelente ideia dar conhecer os fatos durante duas semanas na hotelaria para ser uma "surpresa" no segundo desfile. O Turismo precisa de um João Carlos Abreu mais novo, sem canudo, humilde, viajado para ter vergonha no que se apresenta a estrangeiros.
09/05/2026, 20:23:45 O verdadeiro Povo Superior
A Ucrânia está a redefinir a arte da guerra moderna, provando que a audácia tecnológica pode anular a força bruta de um exército convencional que morre aos milhares por dia. O que vemos hoje é uma vitória conquistada a pulso, onde o código informático e a engenharia de garagem se tornaram tão letais como a artilharia pesada dos EUA ou a força bruta da Rússia que já nem amigos lhe mandam carne para canhão. A Ucrânia tinha falta de soldados, por isso criou a guerra do futuro com o desenvolvimento de ecossistemas de drones autónomos e inteligência artificial aplicada ao campo de batalha, Kiev está rapidamente a atingir um ponto de maturação em que deixará de pedir autorização ou "cartas de condução" geopolíticas para agir. Putin está aflito porque sabe que o amigo da América pode cortar armas à vontade que não terá influência favorável para a Rússia. O paradigma inverteu-se, a Ucrânia já não precisa que lhe digam como lutar, precisa apenas que o fluxo de capital não pare para poder escalar a sua própria inteligência militar. No futuro próximo, o Ocidente não será o mentor, mas sim o cliente de uma nação que transformou a sobrevivência no laboratório tecnológico mais avançado do mundo, mostrando que, com autonomia financeira, a inteligência ucraniana é capaz de ditar as suas próprias regras no tabuleiro global. Sinto-me feliz por este Povo Superior que tanto sofreu e sofre. Agora pedem a Zelensky para que não ataque tanto a Rússia, sobretudo refinarias, mas se puder, ele vai destruir tudo e a culpa vai ser de Trump por ter começado a Guerra do Golfo. Zelensky vai derrotar Putin e Trump.

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