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Mundial de Futebol 2026, EUA a necessidade obriga.

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uem diria, a pressão dos empresários e as sondagens com a impopularidade de Trump estão a amolecer a agressividade americana contra estrangeiros, caso contrário será um Mundial de Futebol de fiasco financeiro.

A escassas semanas do início do Mundial de Futebol de 2026 (que arranca a 11 de junho), a corrida dos adeptos portugueses rumo aos EUA estão animados, mas marcada por uma inflação galopante e por uma logística muito exigente, para quem vai permanecer.

Hoje o selecionador nacional anuncia os convocados portugueses, com a Seleção Nacional integrada no Grupo G, um sorteio que acabou por dar uma "ajuda" geográfica aos adeptos, concentrando os primeiros jogos na mesma região, mas os custos continuam a assustar.

  • 17 de junho: Portugal vs. RD Congo (NRG Stadium, Houston, Texas)
  • 23 de junho: Portugal vs. Uzbequistão (NRG Stadium, Houston, Texas)
  • 28 de junho: Colômbia vs. Portugal (Hard Rock Stadium, Miami, Flórida)

Ficar baseado no Texas para os dois primeiros jogos tem sido a escolha da maioria das agências e adeptos independentes, voando depois para Miami. Os voos que liga Lisboa ou Porto a Houston ou Miami nesta altura já não se faz por menos de 1.200€ a 1.800€ (ida e volta em classe económica), com os voos diretos da TAP para Miami e as ligações via Madrid/Londres a esgotarem rapidamente. A deslocação de Houston para Miami também está inflacionada pelas companhias norte-americanas, dado o volume de adeptos colombianos e portugueses a fazer a mesma rota.

Em Houston e Miami, os hotéis perto dos estádios ou das Fan Zones estão com tarifas inflacionadas em mais de 150% face à época normal. Muitos adeptos portugueses estão a optar por partilhar casas de Airbnb nos subúrbios e a alugar carro.

Ao contrário do que se temia com o habitual rigor migratório norte-americano, os EUA abriram uma exceção importante este mês: os cidadãos estrangeiros que tenham bilhetes confirmados para os jogos do Mundial estão isentos de pagar taxas de caução/fiança migratória para entrar no país.

Para os cidadãos portugueses, o processo mantém-se simples, apenas precisam do ESTA (Autorização Eletrónica de Viagem), que se pede online, custa cerca de 40 dólares e é aprovado em poucas horas. No entanto, o controlo nos aeroportos americanos promete filas recorde devido ao fluxo do torneio.

As agências de viagens em Portugal criaram pacotes específicos de 10 a 15 dias para a fase de grupos. Estes pacotes (que incluem voos, hotéis, seguros e transferes, mas muitas vezes sem o bilhete do jogo, que tinha de ser sorteado pela FIFA) começam nuns proibitivos 4.500€ a 6.000€ por pessoa.

Por esta razão, a maior parte do "bando de portugueses" que vai atravessar o Atlântico é composta por membros do clube oficial de adeptos da FPF, emigrantes radicados na Costa Leste (New Jersey/Massachusetts) que descem até ao sul, e viajantes independentes que planearam tudo com meses de antecedência.

Então, vais arriscar a viagem para apoiar a Seleção em solo americano ou vai acompanhar o torneio a partir da TV?

O maior problema na cabeça de muitos adeptos é se começa uma guerra no Golfo, sabendo como os iranianos são de "gancho" e estarão no Mundial.

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