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O Turismo esqueceu-se dos madeirenses.

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Para o zelador de pobres (madeirenses) do turismo massificado. Não temos que zelar pelos negócios dos que se esqueceram dos madeirenses.

S

e querem continuar a contar trocos, a serem expulsos da ilha para fazer vida, a ver a qualidade de vida a descer e os custos a aumentar, a serem tacitamente jogados para fora de vários cantos desta ilha, continuem na conversa daqueles que criaram o problema e querem mais. Deste debate, a única coisa que tiro é que vão sugar tudo. Eu sei quem vai perder, outra vez. Já temos duas Madeiras em cima da mesma.

Anda para aí um indivíduo do sistema que continua a tentar equilibrar-se num arame farpado, fingindo que defende a população enquanto limpa a face de quem nos governa. Escreve um texto que, à primeira vista, parece razoável, mas que no fundo é uma manobra de diversão para desviar a atenção do essencial, quem permitiu que a Madeira chegasse a este ponto de rutura? Estas conversas andam sempre à volta do mesmo, mas por uma vez dê dois passos atrás e veja o seu estado atual e se tem esperança no futuro, falo para madeirenses comuns e não para este género de gente que s+ó quer salvaguardar que continua a sugar. Já vemos na rua animosidade e violência na noite, mas um passo atrás nunca

Isto é mais ou menos assim, tal como Lisboa paga as asneiras do Governo da Madeira, para de se chegar à frente nas falências, os escrito do favorável a prosseguir a aumentar o turismo massivo usa o turista para esconder o culpado, há dois pelo menos Jesus e Albuquerque instruídos pela oligarquia e até adversários políticos que quando chega ao negócio são todos do PSD e não se importam com mais ninguém.

O discurso "Turismo com Verdade" que circula por aí é um exercício magistral de cinismo. Dizem-nos que "culpar o turista é fácil". Pois é. Mas o que é verdadeiramente fácil, e vergonhoso, é usar o turista como escudo para proteger a incompetência de quem manda. Mas há um problema, sem condições nesta ilha para tanto turismo, até eles começam a dar com a língua nos dentes.

Ao dizer que o turista não tem culpa dos salários baixos, do IVA alto, do preço das casas ou da destruição do PDM, o autor deste discurso está a fazer algo fantástico, está a assinar a sentença de culpa do Governo Regional e das Câmaras.

Se a culpa não é de quem nos visita, então é de quem gere a casa! Se os hotéis tratam mal os trabalhadores e o Governo não fiscaliza, a culpa é do Governo. Se a especulação imobiliária expulsa os madeirenses e as regras não mudam, a culpa é de quem legisla. O "outro" quer salvar o turista, mas acaba por enterrar quem lhe paga o tacho.

Diz o texto que o problema é o "modelo". Ora, quem é que criou, alimentou e defende este modelo há décadas? Foram os mesmos grupos económicos que hoje controlam as decisões políticas na Quinta Vigia. Falar em "gestão" e "melhores serviços" enquanto se aplaude um sistema que asfixia o pequeno negócio em favor dos grandes grupos é de um descaramento sem limites.

Falam em mais estacionamentos, melhores trilhos e casas de banho públicas como se isso fosse uma solução mágica. É a industrialização da floresta? Esquecem-se de dizer que o dinheiro para essas infraestruturas é enterrado em propaganda, em páginas de jornal com fotos de secretários e em obras de fachada que só servem para alimentar o betão dos amigos.

O debate não é sobre "odiar turistas". É sobre sobrevivência. O madeirense não quer "guerra contra o turismo" mas exige respeito e compensação, quer poder viver na sua terra sem ser atropelado por um modelo que privilegia quem vem de fora em detrimento de quem cá trabalha e paga impostos todos os dias.

Não se deixem enganar pela música suave da "gestão" e do "debate sério". Esse discurso é apenas uma tentativa de desresponsabilizar o poder político pelo caos social e ambiental que vivemos. O problema não é o turista? De acordo. O problema é o abuso de quem manda e a conivência de quem escreve para os defender. Em vez de governarem para quem elege, esquecem-se deles.

A Madeira pertence aos madeirenses, não aos grupos que a querem transformar num resort privado com mão-de-obra barata.

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