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O plano é de uma engenharia política digna de um prémio da NASA. Aliás, por isto, Miguel Albuquerque deveria ser mandado para Marte governar. PSD, Miguel Albuquerque, o recordista de sobrevivência política, faz o primeiro ano para aquecer as máquinas. No segundo ano, entra Manuel António Correia para a Presidência do PSD-M. É o chamado "ano do perdão", Manuel António assume o cargo apenas para "limpar as maldades", distribuir sorrisos de reconciliação e garantir que o partido não se esquece de como se faz um arraial sem crispação. É a fase da terapia de grupo laranja, onde se curam as feridas das internas com poncha. Afinal Manuel António apoiou Albuquerque para ganhar as Regionais, merece! Espero que as dívidas não tenham que ser saldadas no segundo ano...
Depois, para o "Grand Finale", entra em cena Eduardo Jesus no terceiro e quarto ano do mandato no GR. É a solução perfeita, como o homem já gere o Turismo e a Cultura, o mandato passa a ser tratado como um "Evento de Interesse Estratégico". A governação deixa de ter Conselhos de Governo e passa a ter Press Trips e Opening Days com o DN em emissão contínua na Quinta Vigia. Com jeitinho passa a redação para lá. Se houver algum problema no SNS ou na habitação, Eduardo Jesus resolve com um rebranding agressivo ou um festival de videomapping sobre as listas de espera, garantindo que a Madeira continue a ser o "Melhor Destino de Governação Insular" (eleito por um júri que ele próprio convidou para jantar).
No final, o eleitor já não sabe se está a votar num partido, num regime de rotatividade ou num cartaz do Casino. É a democracia por turnos, mas eu sei que os Oligarcas esses não vão dividir quem manda no Governo Regional.
Só por curiosidade, esta coisa de "dividir" vai chegar ao swing?
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