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A tribo do Albuquerque.

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lbuquerque, como exemplo, criou uma tribo de gente que se empregou com cunha, que infesta os ambientes da função pública, ultrapassa profissionais decentes de carreira, insulta e aldraba tudo com as costas quentes de que são próximos de Albuquerque. Esta gente tornou-se insolente e vingativa, não sabe ouvir, não quer saber e são sonsos a criar armadilhas aos outros na Função Pública. Neste momento, o Governo Regional é um barril de pólvora: uns não veem a hora de chegar à reforma e outros, que se conseguiram acomodar, observam como a luta já é entre eles.


Esta gente entra logo por cima com cargos de confiança política, com jogos de aumentos de ordenados na privada (devolvendo o remanescente) para ter um estatuto remuneratório superior quando surge o convite combinado para o GR. Apesar de terem um vencimento elevado, nada percebem sobre o funcionamento da máquina ou da informação necessária para exercerem. São incompetentes para o serviço, mas, como em todo o jogo do chico-espertismo, parasitam quem sabe e quem se torna escravo desta gente. Apesar de saberem, nunca receberão uma boa avaliação no SIADAP, que é reservado aos parasitas do partido.

Para quem não sabe, a sede do PSD é o Governo Regional; a sede da Rua dos Netos serve somente para organizar eventos do partido e dar conta do expediente dos militantes, quando não obstaculizam a inscrição para o Albuquerque ganhar sozinho, uma verdadeira democracia.

Assim, temos partido e função pública em fusão. O clima de arrogância e ditadura é promovido pelos peões do controlo que trabalham com esse propósito, verificando perfis das redes sociais, o que dizem, a quem deram like, até averiguando a vida privada dos outros, a ver se encontram algo contra para abater; é um lugar que se ganha para mais um "funcionário do partido" na Função Pública. A capacidade técnica para exercer, como é nula, orbita na senda dos bufos e fontes de intriga a bel-prazer, simplesmente para quinar este ou aquele que não lhes caiu em graça, não é preciso mais, ou então porque lhes querem o lugar.

Toda a Madeira está inquinada por esta ditadura. Saímos do emprego, que se quer de jornada contínua para estar o mais depressa e longe possível da tribo do Albuquerque, e segue-se o tormento de uma má política que atulhou a Madeira de outra gente sem qualidade: nas estradas, no supermercado, tudo é caro e impossível, muito pior do que num passado recente. É natural que o madeirense ande para explodir, e vai explodindo. Conseguiram, pelo exagero, mudar o madeirense; já não há nada a perder.

Como em todas as ditaduras, quando cai... acaba mal. Toda uma gente de saco cheio explode.

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