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osé Manuel Rodrigues conseguiu ter pior resultado do que nas últimas Regionais, onde foi Presidente da ALRAM e tinha dois inarráveis deputados num in extremis grupo parlamentar. Durante 4 anos, dentro do PSD, muitos disseram que foi um exagero ... eu diria um desespero de dois partidos. Depois surgem novas eleições, e José Manuel a andar de carro de esferas e a deputada única em troca-tintas, perdem o deputado da "grande lata", o grupo Parlamentar, a Presidência da ALRAM, mas lutando para si com o Danoninho, José Manuel conseguiu ser secretário para levar a prole de tachistas que arranjavam pouso definitivo na ALRAM. Na ALRAM a troca-tintas já vai apanhando com as azias de Melim, o que prova que só pode ser amor, porque não têm interesse nenhum.
O CDS vem aos trambolhões de eleições em eleições e, de tão coligado ao PSD, já se fala na fusão "de vez". Até um ex líder, o "Chicão", que se transformou para melhor como comentador, não consegue aturar esta presunção da pequenez no CDS onde os Danoninhos conseguem sempre um lugarzito.
Acontece que José Manuel já não suportava ver toda a gente a viajar e lá foi ele, para o lado oposto ao fetiche dos EUA e Venezuela, para ser gente. Num Governo que paga gente para censurar nas redes sociais e tem a comunicação social silenciada, surgem alguns ridículos, porque deixou de haver gente para alertar e porque os assessores são mais papistas do que o Papa, mesmo com "antecedentes criminais" na comunicação social. Nasce o ridículo.
Chegamos ao delírio etílico da "Plataforma" Global. Quando o quintal se acha um continente. É preciso ter uma dose monumental de descolagem da realidade, ou uma tremenda lata política (ele sempre teve) para vir a público afirmar que a Madeira pode ser a "plataforma de ligação entre a China e a Europa". O senhor Secretário Regional da Economia parece esquecer-se da sua real dimensão. Estamos a falar de um governante que é o único sobrevivente e representante do seu partido no Executivo Regional, a gerir a economia por encomenda dos oligarcas que mandam numa pequena ilha no meio do Atlântico e que, no xadrez da geopolítica mundial, tem relevância zero.
Esta obsessão por discursos pomposos sobre "alta tecnologia, inteligência artificial e transição energética" em Macau serve apenas para disfarçar a nudez de uma governação local sem ideias. Parte-se pedra e faz-se camas mas fala-se de tecnologia. A verdade que estes políticos profissionais recusam encarar é que a Região não passa de um sorvedouro de subsídios da Europa, cujo dinheiro vai servindo para sustentar comitivas, viagens promocionais e o próprio aparelho partidário. Enquanto isso, o cidadão comum esbarra no custo de vida asfixiante e em estradas entupidas (onde se joga golfe com os buracos), mas os "peões do controlo" viajam pela Ásia a vender a ilusão de que o império chinês precisa de um hub atlântico para chegar ao Velho Continente.
Menos propaganda de vão de escada e mais respeito pelos madeirenses. A nossa realidade não é a Grande Baía de Guangdong, é a sobrevivência diária numa terra asfixiada por quem pouco vale e muito gasta. O senhor secretário é um às nessa matéria.
Ninguém tem vergonha em todo este processo da notícia?
- https://www.dnoticias.pt/2026/6/2/494070-madeira-pode-assumir-um-papel-de-plataforma-de-ligacao-entre-a-china-e-a-europa/
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