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Segunda tentativa de culto público.

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C

om base nas informações tornadas públicas pela investigação, pelas decisões judiciais e pelas notícias divulgadas, é possível mostrar como Pedro Calado sempre esteve nos ralis com dinheiros suspeitos e, para quem já teve de vender para pagar advogado, fazer ralis deve ter algum financiamento milagroso.

Em janeiro de 2024, a Polícia Judiciária realizou uma grande operação de buscas na Madeira, Açores e continente, que levou à detenção de Pedro Calado e dos empresários Avelino Farinha (Grupo AFA) e Custódio Correia (Socicorreia). O Ministério Público investigava suspeitas de:

  1. corrupção ativa e passiva;
  2. tráfico de influência;
  3. prevaricação;
  4. participação económica em negócio;
  5. favorecimento em contratos públicos.

Posteriormente, o juiz de instrução considerou insuficientes vários indícios apresentados pelo Ministério Público e os arguidos foram libertados. Contudo, em 2025 e 2026, o Tribunal da Relação de Lisboa voltou a reconhecer a existência de fortes indícios relativamente a vários crimes investigados.

Pedro Calado era conhecido no desporto automóvel madeirense como navegador de Alexandre Camacho e participou em diversas provas do Campeonato Regional e no Rali Vinho Madeira. Disto todo madeirense minimamente informado sabe. A investigação da PJ e do Ministério Público sustenta que empresas privadas com interesses em contratos públicos apoiavam financeiramente a atividade desportiva ligada aos ralis. Segundo as suspeitas divulgadas:

  • empresas ligadas aos grupos AFA e Socicorreia patrocinavam a equipa de ralis associada a Pedro Calado;
  • esses apoios seriam uma forma indireta de proporcionar benefícios pessoais;
  • em contrapartida, as empresas obteriam vantagens em procedimentos administrativos e contratos públicos.

Em passagens divulgadas publicamente do acórdão do Tribunal da Relação, é referido que "os dinheiros públicos têm vindo a sustentar, directa ou indirectamente, a actividade de rally a que o arguido Pedro Calado se dedica a título pessoal". Também é mencionado que terão existido diligências para reagir judicialmente contra quem denunciou publicamente essa situação.

Entre os elementos investigados patrocínios e contratos, encontram-se:

  • patrocínios ao Rali Vinho Madeira;
  • apoios à equipa de ralis associada a Pedro Calado;
  • contratos públicos atribuídos a grupos empresariais como AFA e Socicorreia;
  • alegadas contrapartidas entre esses apoios e decisões administrativas favoráveis.

Até junho de 2026 Pedro Calado continua arguido, ainda não existe condenação, o processo continua em investigação e fase judicial, o Tribunal da Relação considerou existirem fortes indícios de corrupção, contrariando parcialmente a avaliação inicial do juiz de instrução. Nenhum comum português ousaria prosseguir para provar o contrário com revisionismos. Nem desrespeitaria a lei e a investigação desta maneira, mas se nos habituamos a ver como ninguém tem ética para se demitir de cargos públicos numa série horribilis que a Madeira vive, porque ele iria mudar a forma de estar implementada pela "Renovação".

As referências ao financiamento dos ralis e às contrapartidas constituem suspeitas e indícios descritos pelo Ministério Público e acolhidos em parte pelo Tribunal da Relação, não correspondendo a factos definitivamente provados em tribunal, verdade, mas muito dinheiro foi encontrado, até em posse de uma discoteca que o apoiava. Até eventual condenação transitada em julgado, prevalece a presunção de inocência. Verdade. Mas há cá uma lata para tentar branquear tremenda, e a comunicação social ajuda em vez de esclarecer, espero que nunca sejam encontrados como beneficiários de todo este meandro...

Pedro Calado já tinha tentado um regresso prematuro num Rali Madeira em Toyota, desistiu pela onda de indignação, mas como precisa de holofotes e de que as pessoas se acostumem à situação para almejar hipóteses de substituir Albuquerque, cá vamos a mais uma tentativa. Sim, a ideia é angariar popularidade, porque sim, não vive sem lugar público, sim, Presidente. O resto é conversa.

Entretanto, todas as boas sementes do PSD ficam para trás, eles não têm casos de Justiça para resolver. Na Madeira tudo segue IGUAL. O seu valor está numa "testa de ferro".

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