Olá bom dia, espero que estejam a passar um bom feriado no Dia a "nossa" Região. Reporto-me à seguinte notícia_
- Trump lucra mais de mil milhões de euros com cripto no primeiro ano de regresso ao cargo.
- https://pt.euronews.com/business/2026/07/01/trump-lucra-mais-de-mil-milhoes-de-euros-com-cripto-no-primeiro-ano-de-regresso-ao-cargo
O
Isto é uma antecâmara do que pretende Albuquerque.
Fazendo a ponte para a Madeira, onde se propôs para a Região uma "Bitcoin Madeira", o plano conveniente deixou de ser promovido ativamente nos palcos mediáticos, a análise deste artigo aplica-se perfeitamente através de três grandes paralelismos. O silêncio também é ouro.
1
Quando Albuquerque anunciou a intenção de criar um ecossistema favorável à Bitcoin na Madeira (em eventos internacionais e ao lado de promotores de cripto como Samson Mow), a narrativa oficial centrou-se na "inovação tecnológica", na "atração de empresas" e na modernização económica da região.
No entanto, tal como no caso norte-americano, o "silêncio" que se seguiu não significa necessariamente um abandono da ideia. O artigo demonstra que enquanto o debate público e a cobertura mediática mainstream abrandam, os mecanismos de bastidores (políticas fiscais atrativas, captação de fortunas digitais e criação de canais de investimento abrigados pela autonomia regional) continuam a operar. O silêncio serve muitas vezes para evitar o escrutínio público e a oposição política, permitindo que os projetos avancem longe dos holofotes.
Estamos a ver especulação imobiliária e dá grande alarido, é conveniente para abafar outras "jogatanas" piores e ainda mais lesivas que deixarão o povo sempre à míngua e os governantes a enriquecer.
2
Estamos sempre a ouvir "mais autonomia", mais "político-administrativo", mais "autonomia fiscal", revisão Constitucional, etc. O madeirense nunca é a razão, mas infelizmente embevece com orgulhos básicos por quem sabe lhes manobrar a cabeça. É pena.
O artigo sublinha que o sucesso financeiro das iniciativas de Trump aconteceu porque a administração começou a desenhar regras federais favoráveis e a aliviar a fiscalização regulatória. Na Madeira, Albuquerque procurou usar as competências da autonomia regional e o Centro Internacional de Negócios (Zona Franca) precisamente com o mesmo intuito, moldar um ambiente fiscal onde os ganhos com cripto ativos pudessem beneficiar de taxas reduzidas ou isenções. A intenção por trás da "moeda silenciosa" da Madeira sempre foi posicionar a ilha como um porto seguro regulatório e fiscal na Europa para nómadas digitais e baleias (whales) de Bitcoin. Albuquerque quer legislar em benefício do setor (efeito de atração) que lhe interessa, a ele e aos oligarcas. Se acham que isto está mau, não imaginam o que vem a caminho. Trabalhar será sinónimo de pobreza em terra de paga mal para os que contam enriquecerem mais. Talvez os Campo de Golfe sirvam para atrair muito mais do que "jogadores" para o desporto. Por isso é "fundamental", de novo para eles co o dinheiro público.
3
A principal crítica apontada a Trump no artigo é o conflito de interesses, beneficiar financeiramente (através de empresas geridas pela família) de decisões políticas tomadas pelo próprio governante. Aplicando isto à realidade da Madeira e à governação de Albuquerque, a insistência silenciosa em criar pontes com o ecossistema cripto levanta questões semelhantes sobre a opacidade dos negócios regionais. A criação de "hubs" tecnológicos ou parcerias privadas promovidas pelo Governo Regional pode facilmente desviar-se para o favorecimento de elites económicas ou favorecer redes de influências privadas, mascaradas sob a bandeira do "progresso económico". E não é que Albuquerque gosta muito de falar em tecnologia, mesmo que seja um "semilha" chinês para fazer camas e dispensar mais madeirenses. Albuquerque está no mesmo conflito de interesses e de conivência política, como ele se importasse quando a comunicação social está controlada e os jornalistas a lhe fazer o serviço de decapitar quer fala ou tem olho.
O artigo sobre Trump serve de espelho para o projeto da Madeira. Mostra que o universo das criptomoedas na esfera política raramente morre por completo. Em vez disso, passa a operar de forma discreta nos bastidores, onde a criação de políticas "amigáveis" para o setor digital serve para consolidar ecossistemas financeiros paralelos que beneficiam diretamente quem detém o poder de legislar. E então, Albuquerque que sabe enriquecer com o poder, é um anjinho por querer fundar a "sua" criptomoeda? Só lhe falta também uma rede social para não dar tanto nas vistas, ai uma coisa "só nossa".
O dinheiro público em "toast" é exatamente para aproximar quem? E a viagem para o jogo de Portugal com o Presidente da República ajudou? O Dubai já não é seguro?
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