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Conduzir carros não automáticos faz bem ao cérebro.

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  • Estudo japonês sugere que condução manual pode reduzir risco de demência.
  • https://sol.iol.pt/vida/noticias/estudo-japones-sugere-que-conducao-manual-pode-reduzir-risco-de-demencia/20260701/6a45305a0cf21fcd83776d7f

Uma investigação científica conclui que conduzir automóveis com caixa de velocidades manual pode atuar como um poderoso estímulo neurológico capaz de reduzir o risco de demência e o envelhecimento cognitivo em indivíduos de idade avançada. Concordo, já notei que quem deixa de conduzir baixa no cognitivo, sobretudo idosos

Mas a idade em si, as limitações, também podem gerar um acidente.

Contudo, concordo com o estudo, até porque comprova que a coordenação motora exigida para operar simultaneamente os três pedais e a manete de velocidades ativa áreas cerebrais específicas ligadas à atenção, à memória de trabalho e à tomada de decisões rápidas, zonas essas que permanecem praticamente "desligadas" ou inativas quando se conduz um veículo com transmissão automática. Ainda bem que no desporto automóvel não temos disto 👀.

Na minha opinião, este estudo reveste-se de uma importância crucial, traz para o debate de saúde pública um fator preventivo, quotidiano e mecânico, demonstrando que o conforto extremo promovido pela tecnologia moderna pode, paradoxalmente, anestesiar as nossas capacidades cognitivas por falta de uso. E o scroll que vicia em imagens e títulos, também não estupidifica?

No momento exato em que a ciência valida o benefício da condução manual para a longevidade mental, o mercado automóvel caminha de forma irreversível no sentido oposto, forçando a massificação das caixas automáticas devido à proliferação de carros elétricos e híbridos. Parece a cena dos tablets nas escolas.

Se já temos a primeira geração que não evoluiu o QI, em relação à geração anterior, estamos agora involuntariamente a privar os cidadãos de exercícios de ginástica cerebral diários e espontâneos, o que poderá resultar num impacto severo na autonomia dos futuros idosos e traduzir-se, a longo prazo, num aumento exponencial dos casos de deterioração cognitiva e num fardo acrescido para as famílias e sistemas de saúde. Também nos novos!

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