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Fui o mais longe que consegui com a pesquisa pública, e a conclusão é que não há, neste momento, qualquer documento público ou notícia que identifique a empresa responsável pela plataforma de classificação/correção eletrónica dos exames nacionais. A plataforma pública conhecida é a PIEPE, gerida pelo Júri Nacional de Exames (JNE) e pela Direção-Geral da Educação (DGE).
Sinistro!!! Boa Inquérito Parlamentar com eles!
A DGE assume a gestão da plataforma, mas não divulga o fornecedor tecnológico nem o nome do adjudicatário. Nas pesquisas públicas não aparece um contrato do Portal BASE facilmente identificável como "PIEPE", "plataforma de classificação", "correção eletrónica" ou equivalente. Isso sugere que o desenvolvimento poderá estar incluído num contrato-quadro mais amplo de serviços informáticos, ou que foi adjudicado sob uma designação genérica difícil de relacionar com os exames.
Inicialmente, o Ministério da Educação defendeu que os problemas eram pontuais. No entanto, perante a persistência das dificuldades, acabou por reconhecer que estas estavam a afetar o calendário e anunciou um adiamento oficial. Com esse adiamento temos que:
- a conclusão da classificação passou de 10 para 14 de julho;
- a publicação das pautas da 1.ª fase passou de 14 para 17 de julho;
- a 2.ª fase dos exames foi adiada de 16 para 20 de julho.
O Ministério justificou a decisão com as "dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica", afirmando que manter o calendário original obrigaria a reduzir o tempo disponível para os professores classificarem as provas, colocando em risco o rigor da avaliação. Mas pelo que se vê, não é de estranhar que haja novo adiamento. Continua a não se ver uma plataforma que inspire confiança. Os problemas são mais profundos do que o Governo admite, o processo de classificação não reúne condições de normalidade. Eu não sei que confiança todo este processo terá nas notas publicadas. E se toda a gente pedir reavaliação?
Não estando excluída a necessidade de novos ajustamentos ao calendário, os país e alunos começam a perceber uma realidade que os professores muitas vezes vivem de hesitação em marcar férias ou até de ter férias pagas em risco.
O Madeira Opina deve se estar a rir com este anonimato da barraca.
Nota do MO: sempre houve anónimos, os mais hipócritas são os que enriquecem pela calada.
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