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Madeira, turismo sobe... inflação sobe.

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Hoje, como sempre, destaque a mais turismo a entrar na Madeira, já não sei se é boa propaganda, o pessoal está farto, fala-se no trabalho pela manhã e toda a gente se queixa da via rápida, dos acidentes e do medo que já têm. Depois trabalha-se com grande pressão e o dinheiro é pouco para viver aqui.

A

 realidade socioeconómica da Madeira bateu no fundo, mas o silêncio político que se instalou na Quinta Vigia é tão ensurdecedor quanto cúmplice. No mesmo dia em que os "dados oficiais" (cuidado que está nas mãos do GR e pode ser pior) esmagam qualquer narrativa de propaganda, ao fixarem a inflação na região nuns asfixiantes 5%, o Executivo liderado por Miguel Albuquerque escolhe a inércia e a desconexão da realidade. Ele diz que a câmara tem que flexibilizar o investimento privado, com o PDM como já vai este é o Presidente desordeiro e delinquente.

Enquanto os preços dos bens mais básicos, da alimentação à habitação, disparam a um ritmo alucinante e agressivo, os salários dos madeirenses continuam vergonhosamente estagnados, amarrados a uma tabela que ignora por completo a perda brutal do poder de compra. Peguem noutra fábula, o PIB, e enfiem... onde consolar mais. Quem trabalha é empurrado diariamente para a pobreza, obrigado a fazer contas milagrosas para sobreviver até ao fim do mês, perante a complacência de um governo regional que parece governar apenas para as estatísticas de turismo e para os interesses dos mesmos cartéis de sempre. Esta gente é doente, desligada, só lhes importa o séquito.

Esta gritante incapacidade de acompanhar o vencimento das famílias com a desgraça galopante do custo de vida não é apenas incompetência de gestão, é premeditado, é uma profunda falha moral de quem jurou defender a Autonomia e o bem-estar do seu povo. Albuquerque não governa para madeirenses.

Albuquerque assiste de braços cruzados ao empobrecimento acelerado da classe média e dos mais vulneráveis, recusando-se a acionar de forma robusta e corajosa os mecanismos fiscais e os diferenciais salariais que a nossa especificidade regional permite e exige. Albuquerque não ouve as instituições e apoio que fornecem apoio para que o dinheiro fique para rendas ou empréstimos à habitação, aquela que orgulhosamente Albuquerque manda despejas em 2 meses.

Em vez de medidas de choque que aliviem o sufoco de quem vive e consome na Madeira, o que recebemos são paliativos cosméticos e desculpas esfarrapadas que tentam sacudir a água do capote. O fosso entre a Madeira real, que conta os cêntimos nas caixas de supermercado, e a Madeira oficial, que distribui sorrisos em inaugurações e festas, tornou-se um abismo intolerável. Cada sorriso alucinado de Albuquerque e o inchaço bacoco de Eduardo Jesus cria raiva.

Manter este rumo de submissão à inflação e de esmagamento salarial é condenar o futuro da Região Autónoma e empurrar as novas gerações para uma emigração forçada por pura falta de dignidade económica. Tudo está errado e o Inverno Demográfica está a entrar em ciclone demográfico. A maioria dos jovens saem da Madeira para importarmos gente de fraca qualidade, formação e muitos bandidos escondidos na ilha sem lei feita para lavar dinheiro.

Não há estabilidade política que se sustente quando a maioria da população é obrigada a escolher entre pagar a renda da casa ou colocar comida na mesa, tudo isto num território insular onde a insularidade já hipertrofia naturalmente os custos. Será? Não é bem assim, é que os votos que poderiam ser da oposição emigram!

Se a liderança de Miguel Albuquerque não tem a coragem nem a visão para bater o pé e garantir que o suor dos madeirenses vale o suficiente para fazer face a este custo de vida pornográfico, então este governo perdeu a sua legitimidade social. A inflação a 5% é o veredicto numérico de um colapso social iminente que o populismo institucional já não consegue maquilhar nem esconder.

Albuquerque só berra em favor do sistema, dos amigos, não dos madeirenses.

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