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O reverso da medalha do PIB dos amigos.

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"Somos penalizados por estar a crescer, isto é uma estupidez",
O único estúpido és tu Albuquerque! Ganancioso!

A

 recente declaração de Miguel Albuquerque, dizendo que a Madeira é "penalizada" nos fundos de coesão da União Europeia devido ao crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB), é um exercício clássico de distorção da realidade e de fuga às responsabilidades políticas. Mas o que me irrita mais é grande parte dos madeirenses andarem entretidos e não saberem interpretar o que se passa. Albuquerque gaba-se dos recordes económicos, mas recusa-se categoricamente a aceitar o reverso da medalha que as suas próprias opções governativas provocam: POBRES!

O chefe do Executivo chora queixas contra a indexação dos fundos ao PIB, chamando-lhe uma "estupidez". Contudo, esquece-se de explicar aos madeirenses a quem serve, afinal, esse crescimento económico. A realidade na Região demonstra que a subida do PIB reflete uma enorme concentração de riqueza em setores específicos e nos "amigos" do costume, grandes grupos económicos, o cartel do betão e o turismo de luxo, enquanto a maioria da população enfrenta salários baixos, inflação galopante e uma crise severa na habitação. A ilusão do crescimento e a concentração de riqueza está a mostrar o reverso da medalha.

Albuquerque é um traidor da Europa quando esta se emancipa dos EUA, Albuquerque em vez de se integrar com os nossos vai qual "Orban" abraçar aqueles que querem destruir a Europa. Albuquerque é um lacaio da extrema direita, na linha de Passos Coelho e para ter poder também não se importa de se juntar ao partido do qual já aplica teorias. A estratégia lucro para uns, a Europa para os Pobres está a falhar, simplesmente porque décadas depois desta falácia, a Europa está a fechar as torneiras porque tem outras prioridade e vem ao de cima que o PSD manteve os madeirenses pobres para manobrá-los com as necessidades

A estratégia política de Albuquerque assenta num jogo perigoso que começa agora a dar errado por culpa dele próprio. O Orçamento do Governo Regional é canalizado para obras, parcerias e investimentos que beneficiam diretamente o tecido empresarial mais próximo do poder. Privilegia o Capital Particular em vez de executar a sua parte com os eleitores.

Albuquerque externalizar o Apoio Social, espera-se que a União Europeia, através dos fundos de coesão, assuma o fardo de mitigar a pobreza estrutural e as assimetrias que o próprio modelo regional perpetua. Porque o dinheiro na mão dele é para amigos... de alguma forma ele passa de devedor a rico.

Ninguém mudou regras, Albuquerque nunca fez a revolução social! Quando a Europa aplica as suas regras macroeconómicas, ou seja, se o PIB per capita sobe de forma geral, os fundos de coesão diminuem, a narrativa do Governo Regional colapsa. Albuquerque não pode querer o melhor de dois mundos, usar o crescimento económico como propaganda política e, ao mesmo tempo, fingir que a Região continua miserável para ir pedir esmola a Bruxelas.

Usar o argumento das especificidades ultraperiféricas para camuflar uma distribuição de riqueza profundamente desigual é uma falácia. A verdadeira "estupidez" não está nas regras europeias; está num modelo de governação que inflaciona o PIB à custa dos suspeitos do costume, deixando a Madeira dependente de fundos externos para salvar os seus cidadãos da vulnerabilidade social. O jogo ruiu, e a responsabilidade é inteiramente de quem desenhou as regras locais.

Porque é que o DN não faz um fact-check sério em vez de outros de entretenimento? Porque deixa passar fake news sem contraditório?

Estupidez

Estupidez gananciosa

Leva-me o país para a copa

Estupidez gananciosa

Leva-me o país para a copa

Gestões estranhas, aldrabões

Já só falam de milhões

Mesmo que o resto fique a olhar

Sem ter sítio seu para morar

Qualquer dia é tudo francês

Ou alemão mas não português

E depois, e depois

Moleram as vacas ficaram os bois

Foram os tetos ficaram os anéis

E o resto anda tudo aos papéis

E é por isso que a meu ver

Está tudo mal, tudo mal

Está tudo mal, tudo mal

Nesta Europa de Portugal

Qualquer dia é tudo francês

Ou alemão mas não português

Falta pedir ao rei espanhol

Licença para ir a banhar sol

Uns à volta do tractor

Outros ao senhor doutor

Quem me tira desta aflição

Agarra-me aqui pelo pescoço

Estupidez

Estupidez

Primeiro ministro, primeira dama e tu

Anda tudo a ver se mama

Nesta união da tanga

Nesta união da tanga

Qualquer dia é tudo francês

Ou alemão mas não português

E depois, e depois

Morreram as vacas ficaram os bois

Foram os tetos ficaram os anéis

E o resto anda tudo aos papéis

E é por isso que a meu ver

Está tudo mal, tudo mal

Está tudo mal, tudo mal

Nesta Europa de Portugal

Qualquer dia é tudo francês

Ou alemão mas não português

Falta pedir ao rei espanhol

Licença para ir a banhar sol

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