Houve um tempo que não vestíamos tanto a camisola da Europa, da União Europeia, agora com as constantes agressões que vemos, também na Madeira, a coisa está a mudar de figura.
E
Há tempos, assisti a um pai de aluno americano a dar ordens numa escola, ditando como o estabelecimento deveria ser gerido para que o seu filho se sentisse "em casa". Aquilo mexeu tanto comigo, pela injustiça e pela desfaçatez, que lhe perguntei diretamente que armas sugeria que os alunos passassem a trazer para as aulas. Disse-lhe para refletir bem sobre as bandeiras que ali estão hasteadas: este é território nacional, com governo próprio. Se vinha fugido das "Américas", que não fizesse como os antigos moradores de condomínios fechados e se integrasse, caso contrário, não valia a pena ter saído dos EUA para criar uma "pequena América" no Atlântico. A calcular pela já famosa ignorância de muitos cidadãos americanos e pelo ambiente que se vive nas escolas de lá, não sei que conselhos vêm dar à Madeira. Não me parece que esta gente venha propriamente do MIT.
No outro dia, talvez habituado ao espaço sobredimensionado das estradas dos EUA, vi um casal, que depois identifiquei como americano, a ocupar deliberadamente dois lugares de estacionamento, apenas para ficarem confortáveis ao sair do carro e garantir que ninguém tocava no deles. Desde então, tenho reparado que fazem isto constantemente, seja em parques com parquímetro, seja nos centros comerciais. Isto é estacionamento selvagem e um profundo desrespeito pelos outros, chegam a terra alheia e impõem as suas regras para satisfação pessoal. Mais uma vez, se é para fazer igual à América de onde fugiram, o melhor é comprarem o bilhete de regresso. Ninguém se integra na terra para onde vai? E os americanos falam da influência negativa de outros imigrantes, e eles o que são? Umas joias?
No nosso aeroporto, presenciei há dias um americano que pretendia embarcar apresentando apenas uma fotocópia do documento de identificação. Não consigo compreender: na terra deles querem saber tudo e mais alguma coisa sobre quem entra, e aqui acham-se uns heróis a quem basta uma fotocópia? Quem já tirou um visto ESTA para os Estados Unidos e tentou entrar naquele país sabe bem a hostilização que se sente na fronteira, umas vezes pior do que outras, dependendo se o funcionário que nos atende pertence ou não à "seita das bestas". Porque é que nós não podemos ter também a nossa própria "seita de bestas" dedicada exclusivamente a tratar dos americanos?
Perto da minha casa, nas novas construções, cerca de 70% de uma área residencial pertence agora a americanos — um fenómeno recente. Primeiro, comecei a notar um aumento exponencial de dejetos de cães na rua, no alcatrão e nos terrenos cedidos à Câmara Municipal do Funchal. Há dias, percebi finalmente o esquema: esta gente sai com os animais à rua unicamente para que eles façam as suas necessidades e regressa logo a casa. Saem exclusivamente para emporcalhar a via pública.
Por causa destas situações que me rodeiam, talvez ande mais sensível, mas a verdade é que os meus alarmes dispararam em relação aos americanos. Trump, esse canalha que passa a vida a mentir sobre a ingerência de estrangeiros nas eleições americanas, chegou ao ponto de criar um fundo financeiro clandestino destinado a subsidiar partidos de extrema-direita na Europa. O objetivo é claro: alimentar o populismo radical, fraturar a coesão interna das democracias aliadas e, em última análise, implodir a União Europeia a partir de dentro. É uma ingerência sem precedentes e uma traição absoluta à estabilidade do bloco europeu. Aliados? Amigos? Inimigos? Traidores? FDP? Podemos fazer o mesmo para pôr os EUA ainda mais dividido?
Por que razão haveríamos de receber americanos "fugidos" de Trump ou, pior, infiltrados dele na nossa terra? A conclusão permanente das minhas observações é que os americanos não respeitam a soberania, a cultura, as instituições nem as regras dos outros. São tão colonialistas e usurpadores como os russos, basta olhar para a Venezuela, não pela ditadura de esquerda, mas pela iminência de outra ditadura de direita que quer apenas usurpar as riquezas do país. Deixem os naturais de cada país decidirem o seu futuro.
Cada macaco no seu galho. Apetece pedir aos cães dos americanos que levem os donos de volta para a sua terra para irem de lá "cagar sentenças". Porque é que temos de ser sempre tão respeitosos em vez de lhes responder à letra? Será que o americano toleraria isto na sua terra, ou acha-se sempre superior apesar da sua dominante falta de cultura?
Os madeirenses que abram bem os olhos para o que o Governo Regional anda a fazer. Aquele evento de meio milhão de euros nos EUA não serve para beneficiar o povo da Madeira, é apenas mais um investimento público para alimentar as negociatas de privados. Privados esses que depois nos aparecem por cá à porta, sem qualquer ponta de respeito por quem cá vive.
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.