Um Exercício Teórico de Criatividade Política
A viso sério para leitores com dificuldades em perceber ironia: Este texto é humorístico! Não tentem isto em casa. Nem nas urnas. Nem em lado nenhum. Obrigado. Se há coisa que a história da política nos ensina, é que a criatividade dos líderes e partidos quando se trata de "optimizar" resultados eleitorais não tem limites. Desde a contagem criativa de votos até a arte de "desmotivar" eleitores adversários, há toda uma ciência por trás da arte de aldrabar eleições. Vamos explorar algumas táticas clássicas:
A estratégia do morto-vivo
O truque mais antigo do livro: garantir que até os falecidos têm direito ao seu voto democrático. Afinal, se pagaram impostos em vida, nada mais justo do que continuarem a exercer os seus direitos cívicos, certo? Uma pequena atualização criativa nos cadernos eleitorais e, de repente, há mais eleitores do que habitantes. Mágico. Mas há uma variante moderna, como já estamos numa era digital, nada impede que surjam votantes com identidades… digamos… flexíveis. Se há bots a ganhar discussões no Twitter, porque não haver bots a votar?
O Clássico “deixa cá contar outra vez"
Se na primeira contagem os números não estão a favor, há sempre a solução mais simples: contar outra vez, mas com mais criatividade. Com alguma sorte, os votos do adversário desaparecem misteriosamente, ou aparecem mais uns envelopes "esquecidos" num canto estratégico. Uma dica extra é contratar escrutinadores míopes pode ser uma mais-valia neste processo.
O método “autocarro mágico"
Eis um clássico intemporal: no dia das eleições, uns quantos autocarros cheios de eleitores fiéis aparecem nas mesas de voto certas para equilibrar as contas. Se alguém perguntar de onde vieram, a resposta pode sempre ser algo vago, tipo "ah, somos de cá, mas estávamos só de passagem".
A Tática do boato bem lançado
Se não podes ganhar, pelo menos desmotiva o adversário. Uma campanha bem orquestrada de fake news pode fazer milagres. Sugestões populares são "A eleição foi adiada, só se vota para a semana!”; "As urnas estão todas contaminadas, cuidado com o vírus raro!”; "Votar faz mal às articulações, risco elevado de tendinite!”. Espalhar rumores sobre candidatos adversários, como "é fã de passas no arroz doce" ou "come pizza com ananás". O povo não perdoa.
A engenharia do boletim criativo
Se tudo falhar, há sempre a opção de criar boletins de voto artisticamente confusos. Os adversários aparecem com nomes mal escritos ou em fontes minúsculas, e o candidato favorito surge destacado com setas, holofotes e, se possível, um QR Code já com o voto preenchido.
Criar boletins onde só há uma opção viável, ou então transformar o voto branco num voto válido para quem mais convier.
No fim do dia, todos sabemos que, por mais "criatividade" que se tente, há sempre aquela surpresa eleitoral que ninguém previu. E às vezes, mesmo aldrabando, os resultados saem ao contrário! Porque o eleitor médio pode ser enganado uma vez… mas quando vê o preço do gás e do supermercado, ganha uma memória surpreendentemente boa.
Enviado por Denúncia Anónima
Domingo, 9 de fevereiro de 2025
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