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| A ilha parece que só trabalha para estrangeiros, o madeirense não conta. |
Como entregar uma Ilha a governantes que
nem se apercebem que estão a ser "comidos"
À s vezes diz-se que a Madeira é estratégica. Que é geopolítica. Que é ponto de passagem. Mas a verdade é que a Madeira tornou-se o melhor parque infantil para quem gosta de brincar aos monopólios com a economia real de um povo.
Comecemos pela loja recente: a Pulse do Ricardo Wang, dono também do Bazar do Povo, comprado ao Jorge Sá.
E agora vamos ao detalhe mais delicioso desta ópera cómico-económica:
À volta do Madeira Shopping, três super-gigantes lojas chinesas. Não pequenas. Não médias. Não “lojinhas”.
Estamos a falar de edifícios tão grandes que quase se podia organizar um IKEA, um Lidl e uma PRIMARK…
Ninguém se pergunta se o fluxo de mercadorias destas lojas viaja por algum corredor logístico “milagroso”, tão eficiente patrocinado por… Luís Miguel de Sousa. O Inimigo publico nº1 dos madeirenses.
E enquanto essas três estruturas ocupam espaço que poderia trazer supermercados com preços decentes, lojas que realmente mexessem no bolso e aumentar o emprego dos madeirenses, ou até novos operadores a quebrar monopólios, nós recebemos mais um contentor de quinquilharia.
E depois perguntam-se por que motivo certos “investidores” aparecem sempre bem acompanhados, bem encaixados no ecossistema económico regional.
A verdade é simples e desconfortável: a Madeira não está a ser conquistada. Está a ser arrendada por interesses alinhados que se apresentam como “progresso”.
Miguel Albuquerque abre a porta, estende o tapete e entrega as chaves com um sorriso e um discurso sobre “desenvolvimento”. Que falta de inteligência Miguel!
O maestro deste espetáculo? Ricardo Wang, alquimista da tralha que transforma armazéns inteiros em destinos turísticos para quem gosta de ver produtos que parecem baratos mas que afinal saem caros ao fim do mês.
Isto é franchising geoestratégico.
O que ninguém quer perguntar, porque dá jeito não perguntar, é isto: como é que estes três templos do importado brotam do chão enquanto as portas para novos supermercados, novos operadores, novos preços, esses que realmente mexeriam com o bolso dos madeirenses, permanecem bem fechadas?
Claro que ninguém liga estes pontos.
Porque ligar estes pontos põe o madeirense a pensar e quando o madeirense começa a pensar…
Entretanto, lá fora, no mundo real, a China envia equipas de influência económica, emissários de investimento e estratégias de expansão, como Ricardo Wang e família… Que tal voltares para a tua terra? Não fazes falta nenhuma, mesmo nenhuma. E já agora, faz um favor ao madeirense e leva contigo a Paula Margarido.
