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omeço por dizer que a vitória do Chega na Madeira, para as Presidências, tocaram vários alertas sobre ao que apontam muitos madeirenses. Ir a mal! Há dias numa publicação do MO na sua página, acerca da censura que lhe movem, disse que a propósito da censura que era melhor começarem a ler o blogue porque nada é um acaso.
Parece que levaram o aviso a sério, porque o Eduardo Jesus já quer se limpar das culpas do estado de popularidade do Governo regional dos campos de golfe. Disse isto:
Os residentes da Região Autónoma da Madeira estão isentos da obrigatoriedade de reserva para percorrer os percursos pedestres classificados, (...) os madeirenses e porto-santenses necessitam apenas de mostrar o seu cartão de cidadão e o Cartão de Residente na Região, emitido pelo Portal SIMplifica à entrada dos percursos classificados. (link)
Eu não me emociono com isto, mostrar documentos para andar na serra? Deve ser para não perder a cara.
Mas agora temos Albuquerque, outro a se limpar das culpas. Puxemos o filme atrás!
- "Portanto, este hospital há de ser sempre um hospital", declarou, assegurando que aquela unidade "nunca há de ser vendida". Pedro Ramos (link)
- "Governo Regional vai vender o Hospital Dr. Nélio Mendonça" (Miguel Albuquerque) - link
A evolução das decisões sobre o destino do atual Hospital Dr. Nélio Mendonça tem sido marcada por recuos e mudanças de narrativa, influenciados pelas disputas políticas, negociações com Lisboa e pela forte contestação social e política na Madeira. Mas a verdade é só uma! Ou andam sempre a mudar? Não acredito em manhosos!
Aqui está o levantamento das versões apresentadas:
1. A Versão Inicial: Alienação para Abater Dívida (2023)
A Decisão: Em agosto de 2023, uma resolução do Conselho de Ministros determinou a alienação (venda) do edifício do atual hospital.
O Objetivo: Os proveitos da venda seriam destinados a abater os encargos financeiros assumidos pelo Estado com as obras do novo Hospital Central da Madeira e a abater a dívida da Região à República.
2. A Reação e Contestação (2024-2025)
Oposição Regional: O Governo Regional, liderado por Miguel Albuquerque, reagiu negativamente à venda do edifício, alegando que a unidade não resultava de uma decisão unilateral.
Pressão Popular: Surgiram contestações quanto ao futuro uso de um espaço central na cidade, temendo-se a entrega do património a grandes grupos económicos ou imobiliários de luxo.
3. A Versão Atual: Habitação com Custos Controlados (Janeiro 2026)
A Mudança de Discurso: Para mitigar as críticas, o discurso oficial passou a focar-se na crise habitacional da Região.
O Novo Destino: A versão mais recente aponta que o hospital dará lugar a uma zona de habitação acessível.
Claramente para calar as pessoas! Esta mudança para o modelo de "custos controlados" é vista por muitos analistas como uma tentativa de "suavizar" a venda de um ativo público importante, respondendo a uma das maiores queixas atuais dos madeirenses, o preço recorde das casas no Funchal. Já agora com que dinheiro se andaram tão distraídos no PRR?
O edifício só será alienado em 2030, coincidindo com a entrada em pleno funcionamento da nova unidade hospitalar. Mas vai ser alienado? Património vendido?
Não acreditem nestes artistas!
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