O trio que trata os madeirenses como m€rd@
Luís Montenegro diz que governa para todos. O problema é o “todos” acabar invariavelmente no continente. A Madeira fica para depois. Ou melhor, fica presa em formulários, plataformas que não funcionam e num subsídio de mobilidade que mais parece um teste de resistência psicológica do que um direito constitucional.
A Constituição é clara. Mobilidade, coesão territorial, igualdade de tratamento. Mas Montenegro prefere a versão anotada: “cumpre-se quando dá jeito”. Retirar burocracias? Simplificar processos? Garantir que os madeirenses não financiam o Estado como se fossem estrangeiros no próprio país? Silêncio. Um silêncio administrativo, espesso, confortável, típico de quem nunca ficou retido numa ilha por falta de dinheiro ou paciência.
Depois há o B@rd@m€rd@ (nome artístico, porque político já é difícil chamar-lhe). Especialista em explicar o inexplicável, mestre na arte de prometer “ajustes técnicos” que nunca chegam ao terreno. Para ele, o subsídio de mobilidade não é um direito: é um conceito abstrato, uma comissão de acompanhamento.
E claro, o número três do trio: Miguel Albuquerque. O homem que governa a Madeira como se fosse um condomínio fechado, mas pago pelos condóminos errados. Em vez de bater o pé em Lisboa, bate palmas ao status quo. Em vez de defender os madeirenses, gere o incómodo. Trabalha mais para que nada mude do que para que algo funcione.
O resultado é conhecido, madeirenses continuam a adiantar dinheiro que não têm, a esperar reembolsos que tardam, a navegar plataformas digitais que falham mais do que discursos de campanha. Tudo isto enquanto se fala de coesão territorial com a solenidade de quem nunca a praticou.
Não estamos a pedir favores. Estamos a pedir cumprimento da Constituição. Mas isso, aparentemente, dá demasiado trabalho. É muito mais fácil manter a burocracia, ela não vota, não protesta e não apanha avião.
Montenegro, B@rd@m€rd@ e Albuquerque podem continuar a fingir que isto é um detalhe técnico. Para os madeirenses, é apenas mais uma prova de que, quando se trata de direitos, a Madeira é renegada.
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