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Os restantes nomes da lista podem ser discutidos politicamente, podem ser criticados ou defendidos, mas são, do ponto de vista formal, admissíveis. Já o número três da lista representa uma incompatibilidade estrutural, ética e material que não pode ser ignorada, sobretudo por um partido que se apresenta como paladino da transparência e do combate aos interesses instalados.
O número três da lista pertence ao universo do Grupo São Martinho, ligado às Farmácias São Martinho, sendo familiar direta da proprietária da maior empresa de distribuição de medicamentos na Região Autónoma da Madeira. Não se trata de uma ligação remota ou ocasional, mas de uma relação familiar e profissional direta com um dos setores mais lucrativos e sensíveis da economia regional, o negócio do medicamento.
Convém recordar que a Câmara Municipal do Funchal movimenta apoios e comparticipações na área dos medicamentos que rondam valores entre os três e os seis milhões de euros. Acresce ainda um dado absolutamente decisivo, a autarquia tem intervenção direta no licenciamento de farmácias, área onde qualquer conflito de interesses deve ser tratado com tolerância zero.
Mais recentemente, esta mesma pessoa adquiriu a Farmácia do Caniçal, reforçando a sua posição num setor altamente dependente de decisões administrativas e políticas. Não estamos a falar de perceções, mas de factos objetivos.
A verdadeira guerra interna no Chega Madeira não é ideológica nem estratégica. É a guerra dos medicamentos. É a guerra das farmacêuticas. E essa guerra explica muitos silêncios, muitas proteções e muitas distrações cuidadosamente montadas.
A grande incompatibilidade do Chega Madeira tem nome, lugar na lista e interesses claros. Tudo o resto é ruído.
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