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Segundo esclarecimento prestado pela DGS à ANAC, apesar de o surto ter sido dado como controlado em março de 2013, sem novos casos autóctones desde então, mantém-se a necessidade de pulverização de inseticida nas aeronaves que partem do Aeroporto Cristiano Ronaldo, independentemente do destino, devido à presença do mosquito na ilha.
- https://www.jm-madeira.pt/regiao/adn-questiona-necessidade-de-desinsetizar-avioes-JN19638472
Sei que a TAP, tal como as outras companhias aéreas que operam rotas entre o Brasil (zona endémica permanente) e Portugal, é obrigada a desinsetização das aeronaves, é uma exigência da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades nacionais (como a DGS em Portugal e a ANVISA no Brasil) para evitar a propagação de insetos vetores de doenças, como o Aedes aegypti (transmissor de Dengue, Zika e Chikungunya).
Em voo doméstico, é uma exigência nacional, a DGS decide (com base no risco biológico), a ANAC obriga as companhias. A ANAC limita-se a dizer que "consultou a DGS" e que esta informou que a necessidade "se mantém". A observação do ADN-Madeira penso que prende com a modernização de protocolos.
A desinsetização não serve para eliminar o surto (que já não existe há 13 anos), mas sim para evitar a exportação do vetor (Aedes aegypti). O mosquito viaja facilmente em ambientes climatizados (aviões). Por acaso, a pulverização na cabine com passageiros é o método menos eficaz. Estudos indicam que os mosquitos se escondem frequentemente nos compartimentos de carga ou áreas técnicas, onde a névoa do spray mal chega. O ADN tem razão ao pedir uma revisão, pois existem métodos muito mais modernos que a DGS e a ANAC parecem ignorar por inércia administrativa.
Existe a aplicação de inseticida nas superfícies internas do avião (paredes, tetos, alcatifas) durante a manutenção (1). O efeito dura semanas, não incomoda o passageiro e é mais letal para o mosquito que toca nas superfícies. Há também o Pre-flight Disinsection (2), realizada antes do embarque, permitindo que o produto atue e o ar seja renovado antes das pessoas entrarem.
Tecnicamente, o mosquito ainda existe na ilha (é um facto), mas o método de combate no aeroporto parece ter ficado "congelado no tempo". Eu sei porque congelou, o spray é menos tempo de rotação, a primeira opção levaria o avião mais vezes ao hangar e a seguda demoraria a rotação da operação.
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