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As duas pedras dos fanáticos do Chega

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É

quase um ato de heroísmo as respostas tortas e curtas dos fanáticos do Chega. É tudo muito simples, muito linear, no meio de tanto ódio e de uma verborreia às chapadas. Insultos não faltam para por os pés em cima. É tudo tonto, vadio, burro, quando não nos parece que tenha a inteligência todos, é papel químico do movimento MAGA. Contudo acho que essa superioridade saloia está a acabar.

Os portugueses na hora da verdade querem pessoas com categoria, humanos que, sem tanto barulho e demagogia, concretizam mais. É verdade que tivemos António José Seguro em contraponto a Ventura, com a ajuda de todos os democratas. Mas, eis que se revela nova pessoa em momento crítico, Ana Abrunhosa da Câmara Municipal de Coimbra. De postura calma, vai debitando as explicações que importam e as acções eficientes, por antecipação à catástrofe e monitorização...

Na tristeza, aflição e necessidade, o ruído e espetáculo do Chega cansam. Estão sempre chateados, raivosos, loucos "pra porrada". A política, parece ter entrado num ciclo de "overdose" ideológica. O modelo importado diretamente das dinâmicas mais agressivas dos EUA, onde o insulto substitui o argumento e a intensidade substitui a ideia, está a revelar os seus primeiros sinais de fadiga em Portugal. E, como em qualquer espetáculo que se repete em demasia, o público começa a desviar o olhar à procura de substância.

O erro fatal das ideologias de choque é acreditar que a indignação é um recurso infinito. Não é. O cidadão comum, farto de instabilidade e de promessas vazias embrulhadas em ódio, começa a desejar o regresso da seriedade.

Os laços de solidariedade dos maus momentos apagam o clima hostil para fins políticos. Parabéns portugueses.

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