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Não tenham quaisquer dúvidas de que o Chega é uma imitação do "trumpismo", falam para o povo, falam para os pobres e governam para os ricos que os financiam para uma sociedade cada vez mais injusta. Eram bom que alguns iludidos de que Ventura fala bem contra a podridão que vejam que ele é teatro e segundas intenções. Não destrua a Europa, é a sua casa. Já basta os trumpistas a destruir o mundo no ambiente, na lei e na ordem internacional, no multilateralismo, na paz social.
A comparação do Chega com o movimento MAGA é precisa. Ambos utilizam a insolência como símbolo de autenticidade. Para o militante fanático, ser educado é ser "fraco" ou "parte do sistema". Eles não discutem propostas, discutem o direito de insultar.
Os chegas usam respostas de uma linha para problemas complexos (imigração, corrupção, economia). Quem tenta explicar a complexidade é rotulado de "ignorante" ou "vendido".
Para o Madeira Opina que está certo em não publicar textos de Inteligência Artificial de fanáticos de fraca argumentação. Eles usam a IA para dar uma aparência de intelectualidade ou estrutura a ataques que, na verdade, são vazios. Quando o site recusa a publicação por falta de originalidade ou ética, eles usam isso como "prova" de censura, de estarem feitos com estes e aqueles, como nunca, contra a postura de agitadores que procuram estragar tudo para na divisão reinarem.
Eles sujam a casa dos outros, entram em grupos e páginas alheias para desviar o foco, insultar e degradar o debate, garantindo que o espaço original perca qualidade e os utilizadores moderados se afastem por cansaço.
O discurso de "Limpar Portugal" e "Acabar com os corruptos" já se viu como se ajoelha se ver dinheiro, como aconteceu na Madeira com o PSD, e não bastou uma vez para o eleitorado perceber o jogo. Um partido com um número recorde de dirigentes e eleitos com problemas judiciais em proporção ao seu tempo de existência, parece que não conta para o eleitorado.
A opacidade apontada em investigações jornalísticas (como a da SIC) contrasta com a imagem de "partido do povo". É o populismo financiado por interesses que não querem ser nomeados. Com já disse, falam para o povo e gerem para os ricos que os financiam. Olhem para os Estados Unidos. Não tragam aquilo para o nosso país ou para a Europa. Um aviso aos brasileiros bolsonaristas, não fujam do Brasil para implementar a mesma porcaria em Portugal!
Assim chegamos ao ponto, um aviso a toda navegação digital sobre o Chega. Se o ambiente que eles querem é o da coação e do medo, a resposta tem de ser técnica e administrativa, não apenas emocional. Não se irritem e vão no jogo de não quererem parecer os censores que eles acusam, isso é a forma de continuarem a abusar e a medrar, é preciso uma açã consciente dos moderadores, regras robustas, e não mais tolerância perante a estratégia.
Existe IA, mas também existe ferramentas que detetam padrões de linguagem de modelos de linguagem. A tolerância deve ser zero ao rebaixamento que fazem, não é sobre o que dizem, mas como dizem. Palavrões e ataques ad hominem devem resultar no banir imediato, sem direito a debate sobre "liberdade de expressão" porque não sabem estar e não querem debate, simplesmente destruir.
A verdadeira democracia não se mede pelo volume dos gritos, mas pela qualidade do silêncio que resta depois de uma boa discussão. É a introspecção de cada um para um ambiente social e político melhor.
Termino, dizendo que a comunicação social vai atrás dos pageviews que o Chega gera com os seus robôs e caminham para outra desgraça na sua área.
Nota do MO: autor, o seu texto é extenso e vamos repartir, com o compromisso de colocar o link de ambos nos dois. Alertamos que há uma segunda parte com um Guia de Sobrevivência para Moderadores
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