![]() |
| Dois funcionários da CMF, Ponte do Bom Jesus, posterior a 1940. |
H
Esta distinção não é detalhe. Um vereador sem pelouro não integra o núcleo executivo com poderes administrativos ou decisórios sobre áreas da governação municipal. Exerce, sim, funções de fiscalização, intervenção política e representação dos eleitores. Confundir planos distintos apenas contribui para gerar ruído e perceções erradas.
Dito isto, a questão central é política e não pessoal.
Foi o próprio partido que conduziu o processo de seleção, avaliação e validação dos candidatos às autárquicas. Houve uma estrutura responsável pela análise de elegibilidade, pela verificação de eventuais impedimentos legais e pela aprovação formal das listas submetidas às entidades competentes. Esse processo não foi espontâneo nem individual. Foi institucional.
Se agora surgem dúvidas sobre decisões tomadas nesse momento, a coerência política impõe uma pergunta simples: quem assumiu a responsabilidade pelo crivo inicial?
Os candidatos não se autoaprovam. Não se validam a si próprios. São avaliados e escolhidos por quem detém competência interna para o fazer. Se existiu falha, ela não nasce retroativamente no eleito validado. Nasce, se existir, no mecanismo de validação.
Num partido estruturado, as decisões têm responsáveis. E a exigência de rigor começa por quem decide, não por quem foi previamente autorizado a integrar uma lista.
Tornar públicas divergências internas não fortalece a oposição. Pelo contrário, fragiliza-a. Enquanto se debate para dentro, perde-se capacidade de escrutinar quem governa. E esse é, ou deveria ser, o foco central.
Sempre que existam dúvidas jurídicas, que sejam analisadas nos canais próprios, com serenidade e fundamento técnico. Sempre que existam divergências políticas, que sejam resolvidas internamente, com maturidade institucional.
O eleitorado espera firmeza, consistência e foco nos problemas reais da Região. Espera oposição efetiva, não conflitos internos expostos na praça pública.
Se houve erro, que seja assumido por quem tinha competência para decidir. Se não houve, que se esclareça com transparência. Mas que a responsabilidade seja colocada onde ela efetivamente pertence.
A pergunta é legítima e politicamente inevitável, se há quem entenda que o processo de seleção foi mal conduzido, então não será coerente começar por avaliar a responsabilidade de quem o conduziu?
A alternativa política constrói-se com credibilidade. Tudo o resto é distração.
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.