M
uitas famílias sofrem. As contas sobem. Ao mesmo tempo, há empresas com grandes lucros. Isto fere a justiça social e cria raiva. Perguntamos, quem protege as pessoas comuns? No início de 2026, a inflação esteve perto dos 1,9%. Mesmo assim, muitos bens essenciais subiram muito. A energia caiu cerca de 2,2%, mas os alimentos frescos como o carapau e a cebola aumentaram muito. Alguns preços subiram mais de 10%. As exportações de bens caíram durante três trimestres consecutivos. As famílias sentem o bolso vazio e veem grandes grupos a lucrar.
O Estado ajudou os estrangeiros. Desde 2022 que foram enviados apoios para a crise no estrangeiro, em particular para a situação na Ucrânia. O apoio bilateral ultrapassa os 900 milhões de euros. Com as contribuições por vias multilaterais, o total aproxima-se de 1,1 mil milhões. Perguntamos, não seria justo utilizar parte destes recursos para ajudar quem sofreu aqui as tempestades?
No início de 2026, registaram-se tempestades fortes. Uma teve ventos acima dos 150 km/h. As estimativas iniciais de prejuízo rondam os 6 mil milhões de euros. Foram registadas mais de 115 mil participações nas seguradoras. O Governo tomou medidas e aprovou um apoio de 2,5 mil milhões. Isto é importante. Mas as necessidades locais continuam a ser grandes.
Ao mesmo tempo, surgem gastos que chocam. Foram pagos serviços de maquilhagem e cabeleireiro aos membros do Governo por 11 520 € por ano. Houve também polémica com os contratos de acesso aos canais de TV. O contraste é claro. Aos trabalhadores pede-se contenção. Aos titulares do poder, pagam-se regalias. Isto chama-se duplo critério.
Quando a saúde se torna negócio, o doente deixa de ser uma prioridade. Os serviços privados vivem da procura. Isto pode aumentar os custos e limitar o acesso. A sociedade tem de decidir se protege os lucros ou as pessoas. Sem equidade, a confiança pública cai.
Exigimos transparência. Queremos saber preços, margens e contratos. Pedimos auditorias às cadeias de abastecimento. Pedimos explicações públicas e rápidas. A democracia exige coerência entre o discurso e a ação. Governar é escolher prioridades. Hoje, muitas escolhas parecem erradas.
Convocamos uma mobilização cívica, pacífica e determinada. Não é ódio. É exigência. Exigimos que o Estado gaste no essencial. Exigimos proteções para os mais frágeis. Exigimos clareza sobre as ajudas enviadas para fora e sobre os custos aqui dentro. Que os responsáveis deem contas, desde o gabinete do primeiro-ministro às estruturas locais. O tempo das desculpas acabou. A prioridade deve ser toda para as pessoas. Luís Montenegro Governo de Portugal!
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.