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Eleições Presidenciais: caras de boganga.

Moderação 1

P

ortanto, a lição das Presidenciais é que se apresentares uma pessoa séria sem verborreia contra o Ventura a democracia ganha, porque todo aquele espetáculo do Ventura não faz sentido. Agora, os partidos serão capazes de encontrar pessoas sérias que Ventura não ataque? Ou vão apresentar gente que é gasolina para Ventura? Mas há outra lição anterior....

Isaltino Morais, outrora o acusado, agora o castiço das provas nos restaurantes de Oeiras no NOW, revelou que confidenciou ao Montenegro porque ele é tão popular, a receita é impressionantemente complicada. O povo precisa de casa, dá-lhes casa. O povo precisa de poder de compra, faz chegar poder de compra, etc... porque assim o Andrézinho não entra.

De facto, Ventura é o remexedor de merda, atiça as revoltas, acende a polarização, é preciso olhar para o povo português que acaba o gás a Ventura. Montenegro e Albuquerque que se esqueceram dos portugueses e madeirenses devem tirar um dia para ir a Oeiras comer com o Isaltino Morais.

Agora, diz a nova narrativa do Chega, para disfarçar a derrota, que se juntaram todos contra Ventura, quer dizer que se confirma que o Andrézinho ganha porque o pessoal anda distraído?! Portanto, o partido de um homem só desfaz-se com a união contra um homem só. O indicador é claro, apesar da votação expressiva que obtém, a popularidade de Ventura atingiu um teto de rejeição intransponível. O Chega não acusa o toque mas é uma verdade, o problema é que na política de partidos tudo se reparte. Fica a lição do porquê Ventura progride.

Embora os 59.600 votos (43,83%) na Madeira sejam apresentados pelo partido como um sinal de consolidação, eles contam apenas metade da história. A outra metade diz-nos que a popularidade não é maioria e muito menos aceitação. Ser a voz mais ruidosa não significa ser a voz da maioria. A mobilização em torno de António José Seguro provou que o medo da mudança de regime foi um motor mais forte do que a vontade de rutura proposta por Ventura. Fico feliz por perceber que podemos voltar aos tempos do Salazar na versão Trump.

Reparem neste "isolamento estratégico". Hugo Nunes, deputado do Chega, admitiu que a campanha foi "contra um homem só". Se um candidato não consegue construir pontes nem alianças, a sua popularidade fica limitada a um nicho, por mais fiel que este seja. Será que o Chega se está a dar conta de que está a isolar-se como o Trump? Depois e muito tempo de "festa" a malta adequa-se ao contexto.

O Chega reclama a liderança da direita, mas os números sugerem que é um partido encurralado na sua própria retórica. Ao forçar uma escolha entre "ele ou o sistema", Ventura acabou por validar o sistema. A "vitória esmagadora" de Seguro não foi apenas uma vitória pessoal, mas uma resposta coletiva de um eleitorado que prefere a estabilidade da união ao risco do isolamento.

Para finalizar, Seguro teve 65% na terra de Ventura.

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1 Comentários
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  1. tenho de manifestar a minha opinião de alguem que não se revia em nenhum dos dois candidatos á presidencia. O ventura, o tal que chamam de ditador, extrema direita, do outro lado da barricada o Seguro, que não aquece nem arrefece, faz parte do sistema que nos tem governado durante tanto tempo. Ainda me chegaram a dizer, como podes criticar o ventura se ele ainda não governo nada para podermos o criticar? eu devo dizer que votei nulo, e sinceramente acho que foi a melhor coisa que fiz.... entre os dois, na minha opinião, venha o diabo e escolha.

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