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Miguel Albuquerque foi constituído arguido em janeiro de 2024 numa megaoperação que envolveu mais de 100 inspetores da PJ, sob suspeitas de corrupção, prevaricação e abuso de poder. Não está sozinho. O Ministério Público constituiu arguidos figuras chave do seu executivo, como os secretários regionais Pedro Fino (Infraestruturas), Rogério Gouveia (Finanças) e Pedro Ramos (Saúde).
Convém recordar que Albuquerque chegou a demitir-se em janeiro de 2024 depois do PAN retirar o apoio à maioria devido a este processo judicial, o que levou a eleições antecipadas.
Apesar das investigações por favorecimento a grupos económicos (como o grupo AFA ou Socicorreia), Albuquerque mantém a narrativa de que "quem não deve não teme" e recusa-se a sair mesmo que venha a ser formalmente acusado. Albuquerque, os factos são estes, entraste a governar com a certeza de fazer a limitação de mandatos, e agora está tão ruim que só tu podes ficar até que algo aconteça para limpar a barra.
Como é que um líder com quatro secretários arguidos e um processo de corrupção às costas consegue dizer, de cara lavada, que 'as coisas estão a correr bem? Sem esquecer o Prada e outros. Não me digas que vais limpar o partido e só ficas tu!? Os casos judiciais em que estás metido sugerem uma fragilidade que tentas esconder com esta demonstração de força nas internas. Mais umas eleições de estufa. Era bom a sede ir para férias até ao congresso e o pagamento de quotas fiquem impossibilitadas por uma situação de calamidade no continente até ao fim do ano.
Albuquerque, vai dar banho ao cão!
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