Este é o secretário do aumento do custo de vida, da quebra da qualidade de vida, do encarecimento da habitação e da loja comercial, da rede viária atolada em rent-a-cars, das ETARs subdimensionadas para este overturism, das falácias florestas depois de arder tanto e das infestantes estarem a ganhar a luta, do desvio e encarecimento da água potável e de rega, para limitar os madeirenses para ter para piscinas e campos de golfe...
Nenhum prémio, jornal ou evento vai branquear
o mal que Eduardo Jesus fez aos madeirenses.
E
Eduardo Jesus diz que cerca de 90 entidades estão unidas neste esforço, mas esquece-se de mencionar que o povo madeirense não foi convidado para esta festa, está apenas a pagar a conta. Eduardo Jesus tenta, a todo o custo, lavar a cara ao overtourism que ele próprio alimentou no pós-Covid, mas não há evento ou certificação que apague os factos.
As mudanças eleitorais que se vão vendo na Madeira têm origem em pessoas fartas do que sentem, passam e veem, consequências directas das políticas de Eduardo Jesus. Se o PSD-M não desaparecer com ele, pode contar que os avisos são para levar a sério.
Onde está a sustentabilidade quando as nossas estações de tratamento de águas residuais estão a rebentar pelas costuras, incapazes de processar o volume de detritos de uma ilha que ignora a sua capacidade de carga?
As nossas vias rápidas tornaram-se parques de estacionamento em movimento, atoladas de carros de aluguer que asfixiam a mobilidade de quem precisa de trabalhar. O Funchal é um inferno, os lugares são um inferno, voar é um inferno.
Sob o olhar atento da tutela, assistimos à expulsão sistemática dos madeirenses de tudo o que é arrendamento. Casas e espaços de comércio são devorados pelo alojamento local e pelos serviços aos turistas, os arrendamentos atingem valores exorbitantes que o ordenado e rendimentos de um local não conseguem sequer negociar.
A nossa floresta, o nosso maior tesouro, é hoje palco de "búfalos" em fila indiana. Trilhos saturados onde a experiência da natureza foi substituída por um turismo de massa que degrada o que diz proteger. O cartão de visita são os estacionamentos. Já não se encara um passeio a pé como algo aprazível em contacto com a natureza.
Depois temos o jogo das prioridades na cabeça das elites, completamente desfocadas da realidade madeirense, o governo parece preferir relvados impecáveis para o turista jogar golfe do que paredes sólidas para os nossos idosos terem onde envelhecer com dignidade.
Foi um erro colossal mudar a qualidade e natureza do nosso turismo.
O artigo deste domingo fala em “monitorização de indicadores” e “compromisso coletivo”, mas para o cidadão que não consegue pagar a renda ou que fica parado no trânsito, isto é apenas cosmética política. Eduardo Jesus não terá nenhum evento que lhe lave a cara enquanto a Madeira for tratada como um feudo para lucro de alguns e um pesadelo logístico para os que cá vivem. Na Madeira temos um Governo subjugado aos interesses da clientela partidária, o madeirense não conta!
A sustentabilidade não se mede em selos de ouro pendurados, mede-se na qualidade de vida de quem cá nasce e permanece. E, nesse indicador, a nota é de reprovação total.
Não deve ser um acaso Albuquerque já aflorar a ideia de se recandidatar, ele é menino a arder delfins, mais do que Jardim. Ponham Eduardo Jesus a candidato a Presidente do Governo regional e esperem pela catástrofe. Isto não é da boca para fora, é visível nas pessoas. Exceto para aquelas que andam no roof.
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.