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O palhaço americano

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em dúvida que as organizações se quebram por dentro com idiotas e vendidos, as toupeiras tolas ou a soldo. Depois de décadas de filmes de americanos contra russos, eis que os palhaços americanos são contra a Europa, o seu grande inimigo, com chulos amigos, como Órban, que leva dinheiro dos impostos dos europeus para ser um traidor em favor dos dois inimigos da Europa, Trump da América e Putin da Rússia.

O sentimento de que a Europa está a ser "entalada" entre dois gigantes que, no fundo, jogam o mesmo jogo de interesses, ressoa muito do que se discute hoje na geopolítica. A mim faz-me impressão o alheamento do madeirense para questões internacionais, as que tornam a Madeira pobre e sem o PIB do Albuquerque em dois tempos. O madeirense quer casos do dia, memes, acidentes de viação, porrada, engraçadinhos, é tão fácil manter o madeirense longe do que importa.

É interessante perceber que a maioria de nós é do pós Segunda Guerra Mundial e a história ensinou-nos a olhar para o Atlântico em busca de proteção, assim nasceu a NATO, mas hoje o que vemos chegar de Washington não é segurança, é traição de um negociante do imobiliário, narcísico da TV e da comunicação. A ser tornar Presidente, a monopolizar o tempo de todos, para sem qualquer problema com conflitos de interesses destruir o mundo para encher a sua conta bancária. Depois de décadas de propaganda cinematográfica, onde o americano era o herói solitário contra o "vilão russo", as máscaras caíram. O filme mudou, e o enredo atual é muito mais sinistro, a Europa tornou-se o alvo principal de uma pinça estratégica. Agora a Europa pode ser a nova Hollywood com filmes dos vilões americanos e seus amigos russos. É preciso saber fazer dinheiro e fazer a nossa propaganda.

É de um cinismo atroz observar as elites americanas, personificadas por Trump e seus amigos fascistas, alguns nazistas, de uma cultura atrasada que só o novo mundo pode produzir, numa dieta de obesos que são dos melhores alvos de se balear. A cultura das armas tem inconvenientes. Olham para a União Europeia não como um parceiro, mas como um adversário a abater. E o pior não é o inimigo que grita do outro lado do oceano, é a toupeira que rói as fundações por dentro. Há muitas, mas o maior chulo é Órban, ele está roliço por isso.

Não há outra forma de descrever personagens como Viktor Órban. É o exemplo acabado do "vendido" que vive à conta dos impostos dos contribuintes europeus, incluindo os nossos, aqui na Madeira e em Portugal, enquanto estende a passadeira vermelha aos interesses de Putin e serve de megafone às ideias isolacionistas de Trump. O madeirense só se vai preocupar quando cortarem o dinheiro que mantém esta ilha virtual do PIB. E a Madeira, não esquecer, é outra traidora do projecto europeu, outra como Órban, que limpa o dinheiro para alguns dos seus e lava dinheiro russo.

Estes "palhaços" da política moderna perceberam que é mais barato destruir as organizações por dentro do que enfrentá-las, em campo aberto. Se calhar devemos ser todos como a página para a qual escrevo para não lhes facilitar a vida. Usam o dinheiro da Europa para financiar a sua própria destruição. A estratégia é clara, enfraquecer a União, dividir os Estados-membros e deixar o continente à mercê de novos senhores feudais, colonialistas? Imperialistas? Chulos? A Europa precisa de acordar. Se continuamos a confiar em quem nos vê apenas como um mercado a explorar ou uma barreira a remover, o destino será o de figurantes num filme escrito em Moscovo e realizado em Mar-a-Lago.

Chegaremos à hora do mata-mata, mas não será no próximo Mundial de Futebol num país que odeia o mundo e as pessoas fora de portas, a menos que paguem pelo bem estar deles, como sempre, a chular com um pé sobre os pobres, a tornar os magnatas das tecnologias os novos ditadores que controlam toda a informação e cada passo.

Se não repararam, o desemprego já começou na Europa por conta das tarifas dos americanos, quando verem essa nova canalha na Madeira, lembrem-se disso, é que o desemprego vai fazer chegar menos turismo a região, a traidora que acolhe lavagens de dinheiro. Como este mundo é redondo.

Comece a fazer algo pela sua Europa. Acabar russo ou americano é mesmo descer de nível e perder qualidade de vida, ou vai para a frente de guerra ou paga tudo ... se tiver dinheiro.

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