Porque a oposição democrática não sabe trabalhar.
E
Hoje em dia vemos uma opinião adaptada às circunstâncias e conjunturas nos órgãos de comunicação social, tacitamente, todos sabem como dar opinião para não se porem na mira do poder. Mas isso é opinião? Vemos muitos floreados, temas tontos, gente a trabalhar para ser querida e elegível pelo poder, gente à espera de uma oportunidade, outros a fingir o que não são para serem populares, receber votos e dar o golpe. Temos gente que gosta de estar no escaparate, para não descer do pedestal do status quo. E temos os manipuladores, os da narrativa, muitos.
Por outro lado, temos o que se passa no Madeira Opina, evidentemente livre e claro, parece outro mundo, é um confronto tão duro entre autores livres e condicionados. Aparentemente, a oposição deveria se aproveitar disto, mas o que se passa, pelos números mais recentes, é que a oposição democrática está no seu mundo e o Chega populista capitaliza. Tem muito a ver com o estado cognitivo da população, o populismo encaixa porque é simples para capitalizar. Não estou a dizer que o Chega é genial neste aproveitamento, não lhe reconheço esse gabarito num partido de um homem só com um grande coro. Eu critico a oposição democrática por não saber aproveitar esta nova vertente de comunicar e entender o eleitorado. Será que os resultados recentes não mostram que estão a ser ultrapassados? A oposição não muda na forma de fazer política e comunicar, o Chega cria onda. Isto é um problema.
Confesso que fui testemunha do seguinte, nas Regionais o PSD foi a todas, até no Madeira Opina, em São Vicente descuidou-se, a página de São Vicente desapareceu e desvalorizou o Madeira Opina, nem se apercebeu de como fechada a página de São Vicente a malta passou ao plano B. E o PSD perdeu. Ou seja, a estupidez não é só da oposição democrática, mas também do PSD, dependendo de quem vai a eleições.
No PSD ou na oposição democrática, o tempo que se perde na negação resulta num beco sem saída. Por exemplo, os prémios e conquistas que saem nos jornais são ficção comparado com a realidade de quem vota, é uma forma de negação sobre o que vai mal na governação, no turismo, na saúde, no custo de vida e na habitação, na rede viária, no ambiente, etc, os problemas agudizam, mas numa receita estritamente política, a oposição faz o mesmo com os seus dogmas e convencimentos. Às vezes acho que os partidos querem que o eleitorado se adaptem a eles e não os partido às necessidades das pessoas.
Portanto isto é mais ou menos assim, a Opinião Pública tem mais tema sobre a Governação, mas a oposição democrática não encaixa, não capitaliza, vem o Chega populista e limpa por falar claro. O Chega não está a crescer por mérito próprio, mas porque tem um líder e o coro não faz confusão e alinham todos na mesma propaganda. Nos outros partidos há muitas capelinhas e entendimentos, medos de perder o lugar, e podem ter resultados diferentes consoante os candidatos, mas não os partidos por inteiro. Há arrogância partidária, a ideia de que o eleitorado se deve adaptar aos partidos e não o contrário, o Chega apresenta-se com o discurso que encaixa no protesto.
Só uma nota final, o Chega é parecido com o PSD-M, aconteça o que acontecer o voto mantém-se fiel. Já repararam nisso?
É a minha leitura, desculpem as partes.
P.S.: a imagem que envio é da Sábado, da primeira semana de setembro de 2024, só tenho em papel, lamento, muitos partidos da oposição deveriam ler para compreender umas coisas.
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