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POSEI, pois é.

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Q

uando o PSD perde a mão as coisas põe-se de parte a culpar e a avisar, como se não fosse governo e não tivesse que resolver. O POSEI, um Programa de Opções Específicas para fazer face ao Afastamento e à Insularidade, é um instrumento fundamental da União Europeia desenhado especificamente para apoiar as Regiões Ultraperiféricas (RUP), como a Madeira e os Açores. É um nome batido, mas alguns não fazem ideia da influência que pode ter nas suas vidas. O seu objetivo principal é compensar os custos adicionais e as dificuldades estruturais que estas regiões enfrentam devido ao seu isolamento geográfico, por pequena dimensão e orografia difícil.

Na prática serve para apoiar a nossa agricultura, garante a sobrevivência de setores agrícolas tradicionais que não conseguiriam competir no mercado aberto sem subsídios. Também ajuda a reduzir os custos de importação de produtos essenciais (alimentares e matérias-primas) para as populações destas ilhas.

Quando apoia as produções locais, evita o abandono das terras e ajuda a fixar as populações nas zonas mais rurais. Bem que poderiam ter carregado aqui em vez de se dedicarem a criar projectos imobiliários com o golfe. Estas coisas também ferem em Bruxelas!

O PSD está aflito, por isso alerta para o fim ou a reversão deste programa e que teria impactos severos na Madeira. Mas também é sinal que nunca houve políticas para que não houvesse necessidade de ter o subsídio.

Numa altura de futuro incerto, com conflitos no mundo, o fim deste apoio autónomo coloca em causa a continuidade da produção agrícola nas RUP, e sabemos que somos o fim da linha dos fornecimentos. O PSD que não infraestruturou uma sociedade para ter plena Classe Média, está agora com as calças na mão porque isto rebenta com as narrativas e aumenta os custos à população. Trabalhassem de forma séria! E se o turismo é minado por uma guerra vão coincidir muitas más notícias ao mesmo tempo.

O problema está na transição para uma gestão centralizada (em vez de um instrumento autónomo), o que retira às regiões a capacidade de gerir os fundos de acordo com as suas necessidades específicas. O que será que ouvem de nós em Bruxelas... E os casos de abusos?

Sem as compensações do POSEI, o custo de vida voltaria a subir na Madeira depois de já ter encarecido com a massificação do turismo e dos estrangeiros que cá vivem, uma vez que o transporte de bens e a produção local ficariam muito mais caros.

Os chatos que escrevem para o Madeira têm memórias futuras guardadas, espero que as hemerotecas sejam colocadas a funcionar rapidamente.

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