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O cenário descrito é simples e duro. Estufas destruídas, perdas ainda por quantificar e a necessidade urgente de mão de obra para recuperar colheitas e estufas. O empresário elogiou um antigo ministro do tempo de Sócrates pela resposta naquele momento e pediu ações concretas ao governo atual para ajudar a recuperar as explorações locais.
A frase sobre “fechar a empresa” se os trabalhadores estrangeiros se fossem embora não é um dado menor. É um sinal prático do papel económico que muitos imigrantes têm no nosso tecido produtivo. Defender soluções que cortem recursos humanos sem oferecer alternativas reais é falar contra a própria viabilidade de sectores inteiros. A economia real nem sempre se dobra à simplificação retórica; depende de pessoas concretas a trabalhar todos os dias.
Há aqui uma contradição política a sublinhar. Movimentos e líderes que fazem do reparo rápido de argumentos simplistas a sua marca podem valorizar a “dor do empresário” como espetáculo, mas raramente propõem políticas sérias para a proteção social, a formação, a regularização e a sua integração económica. O discurso de ódio ou de exclusão tende a agravar fragilidades que, como vimos em A-dos-Cunhados, exigem cooperação e resposta institucional.
A questão é clara, queremos uma resposta pública que combine apoio imediato às vítimas (ajudas, crédito, logística) com políticas que valorizem o trabalho e a inclusão. Defender o país não passa por excluir quem trabalha nele. Passa por políticas que promovam estabilidade, justiça e crescimento partilhado.
Agradecimento e apelo ao voto (8 de fevereiro de 2026)
Reconhecemos e agradecemos a todos os cidadãos que, no primeiro turno, exerceram o seu direito democrático. Às mulheres e homens que votaram em António José Seguro, o nosso profundo obrigado pela confiança numa visão de integridade e estabilidade. O resultado do primeiro turno é um mandato para alargar este projecto com calma e responsabilidade. Agora é tempo de unidade: convidamos eleitores indecisos e moderados a juntar-se a esta maioria de sentido comum. No dia 8 de fevereiro de 2026, contamos com a sua participação para eleger um Presidente que proteja a democracia, promova a coesão social e governe com sentido de Estado.
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