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A bolha do PRR Rebentou?

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Quando o dinheiro de Lisboa abranda, a Madeira para!

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esvalorizemos! O dado mais alarmante é que a quebra na Madeira (-34,5%) é quase três vezes superior à média nacional (~12%). Prova que a nossa economia não tem autonomia real, ela reage de forma desproporcional à conjuntura externa. Enquanto Lisboa e Porto resistem, a Madeira "trava a fundo".

Não é, de todo, uma coincidência. O PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) foi o grande motor da "multiplicação" de empresas nos últimos dois anos. Muitas dessas empresas foram criadas especificamente para:

  • Captar subvenções! Consultoras e empresas de serviços que surgiram apenas para "ajudar" a gastar o dinheiro.
  • Subcontratação de Betão! Pequenas empresas de construção e logística que orbitam as grandes obras públicas.

Com o PRR a entrar na fase final de execução e os novos fundos a serem mais escrutinados, o incentivo para abrir novas empresas de serviços desapareceu.

A notícia diz que um terço das constituições foi no setor de serviços. Ora, este é o setor que mais depende da circulação de capital público e do consumo rápido. Se o comércio retalhista caiu 27%, é porque o poder de compra real do madeirense está esgotado, e o "dinheiro fácil" das empresas de fachada do PRR parou de circular.

Embora o número absoluto seja pequeno (12 insolvências contra 2 no ano passado), um aumento de 500% é um sinal de alerta precoce. Significa que aquelas que sobreviveram "com o soro" dos apoios públicos estão agora a começar a desligar as máquinas.

O Governo gabava-se da dinâmica empresarial, mas os números provam que era uma dinâmica de 'estufa'. Sem o adubo do PRR, as empresas não nascem. Criámos uma economia de subsídio e de betão, e agora que a torneira fecha, somos a região que mais cai no país. Onde está a verdadeira resiliência?

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