Quando o dinheiro de Lisboa abranda, a Madeira para!
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Não é, de todo, uma coincidência. O PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) foi o grande motor da "multiplicação" de empresas nos últimos dois anos. Muitas dessas empresas foram criadas especificamente para:
- Captar subvenções! Consultoras e empresas de serviços que surgiram apenas para "ajudar" a gastar o dinheiro.
- Subcontratação de Betão! Pequenas empresas de construção e logística que orbitam as grandes obras públicas.
Com o PRR a entrar na fase final de execução e os novos fundos a serem mais escrutinados, o incentivo para abrir novas empresas de serviços desapareceu.
A notícia diz que um terço das constituições foi no setor de serviços. Ora, este é o setor que mais depende da circulação de capital público e do consumo rápido. Se o comércio retalhista caiu 27%, é porque o poder de compra real do madeirense está esgotado, e o "dinheiro fácil" das empresas de fachada do PRR parou de circular.
Embora o número absoluto seja pequeno (12 insolvências contra 2 no ano passado), um aumento de 500% é um sinal de alerta precoce. Significa que aquelas que sobreviveram "com o soro" dos apoios públicos estão agora a começar a desligar as máquinas.
O Governo gabava-se da dinâmica empresarial, mas os números provam que era uma dinâmica de 'estufa'. Sem o adubo do PRR, as empresas não nascem. Criámos uma economia de subsídio e de betão, e agora que a torneira fecha, somos a região que mais cai no país. Onde está a verdadeira resiliência?
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