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Sobre Albuquerque recaem várias acusações...
Atentado contra o Estado de Direito: relacionado com o alegado condicionamento editorial de órgãos de comunicação social regionais para evitar notícias prejudiciais ao Governo Regional, e de não respeitar a Constituição durante a Covid.
Corrupção Passiva: suspeitas de recebimento de contrapartidas em troca de favorecimento de grupos económicos (como o grupo AFA ou o grupo Pestana).
Corrupção Ativa: investigada no contexto das relações de proximidade e troca de interesses com grandes empresários da região.
Prevaricação: uso indevido das funções públicas para beneficiar terceiros ou prejudicar o interesse público em concursos e ajustes diretos.
Abuso de Poder: utilização das prerrogativas do cargo para fins alheios às funções governativas.
Tráfico de Influência: intervenção junto de outros decisores ou entidades para obter decisões favoráveis a interesses privados.
Participação Económica em Negócio: suspeitas de obtenção de proveitos financeiros diretos ou indiretos em negócios públicos onde teve intervenção.
Recebimento Indevido de Vantagem: aceitação de benefícios ou ofertas que, pela sua natureza, não deveriam ser aceites por um titular de cargo público.
A estratégia é clara, mas eticamente deplorável, ao usar a imunidade parlamentar não como uma proteção do cargo, mas como um escudo pessoal para fugir às responsabilidades judiciais, o líder do Governo Regional desrespeita o princípio básico de que ninguém está acima da lei.
Como se o desrespeito pelas instituições não fosse suficiente, a recente chamada de Pedro Calado para a comissão política do partido é uma afronta direta à sensibilidade da opinião pública e ao decoro político. Numa altura em que a Justiça ainda tenta escrutinar processos graves, esta movimentação soa a um desafio cínico, uma tentativa de normalizar o que está sob suspeita e de fechar fileiras em torno de um poder que se sente intocável.
Manobrar as leis para benefício próprio e ignorar a separação de poderes não é apenas uma falha política num partido que tem como hábito marginalizar a função da ALRAM e manipular tudo o que fiscalize (desde obras, paisagem e corrupção), é um ataque aos alicerces da nossa autonomia. A Madeira não pode ser um feudo onde a Constituição só se aplica quando convém ao governante.
Esta de normalizar o Calado é uma provocação, uma extensão da normalização que ele acha ter conseguido ao ter sido eleito pelos madeirenses para chegar de novo a Presidente do GR. Mas também diz muito sobre o eleitorado que temos ...
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