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A sintonizar estações...

O cinismo político que rodeia a narrativa da "sustentabilidade" turística.

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O teatro da sustentabilidade, entre a BTL e a realidade sufocante.

A

 recente presença da Madeira na BTL 2026 foi o cenário perfeito para mais um ato de ilusionismo político. Enquanto o "prevaricador-mor", o seu Secretário do Turismo, desenha um arquipélago idílico de "qualidade e não quantidade", os números oficiais desmentem a narrativa, 2025 fechou com o recorde absoluto de 12,8 milhões de dormidas, um crescimento de mais de 8% num território que já gritava por limites. Pelo menos os madeirenses já não suportam carros de aluguer a ocupar estacionamentos, conduções errantes à sua frente, a falta de pachorra para usufruir da sua terra completamente abalroada de um exagero de turistas.

A hipocrisia das "Green Teams" e dos Selos de Prata

É de um cinismo atroz falar em sustentabilidade quando a estratégia real foi, durante uma década, duplicar todas as variáveis de crescimento para alimentar os lóbis do betão e da hotelaria. E nada vai parar, ninguém tem coragem, não há políticos, há mandaretes... Eduardo Jesus promove reuniões para atingir o "Nível IV de Ouro" em 2027, falando em "monitorização de fluxos" e "resiliência". O discurso é como sempre bonito, mas foge da realidade, não há nada que se compre, e como ele sabe comprar... Os residentes enfrentam a "infestação" turística que encarece a habitação, entope as levadas e degrada a identidade da ilha.

A "Estratégia" vinda da BTL

A narrativa de que o crescimento "não aconteceu por acaso" é a única verdade proferida. Foi um crescimento planeado para beneficiar os suspeitos do costume, os mesmos que agora, através do programa UPGRADE, tentam vender a ideia de que o problema se resolve com "inteligência artificial" e "slots temporais" nos trilhos. Já afastaram os madeirenses e agora querem mais turistas para usufruir por slots, ninguém reconhece que se ultrapassou a capacidade de carga, as slots são isso mesmo!

A "sustentabilidade" de que falam na BTL não é ambiental nem social, é a sustentabilidade dos lucros de quem controla os grandes grupos económicos da região. Chamar "turismo qualitativo" a um destino que atingiu o limite do seu Plano de Ordenamento Turístico é apenas uma forma elegante de dizer que vão continuar a subir os preços para expulsar o madeirense da sua própria terra. Turismo de qualidade  tínhamos e foi pontapeado!

E você? Acredita que os novos sistemas de "reservas" e "taxas" servem para proteger a natureza ou são apenas mais uma forma de o Governo Regional taxar a nossa liberdade de circulação em benefício do turismo?

Nem sei se vale a pena falar, o madeirense só tem guelra para o futebol e trivialidades.

Vai embora Eduardo, vai embora, nunca deverias ter regressado depois de "demitido" pelo oligarca, nem jamais passarás de pior secretário do turismo de sempre, vieste de peito cheio e estragaste tudo o que estava bem.

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