Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

Como ainda não entenderam, comecemos todos a fazer bullying ao Fisco.

Moderação 0

Inspecção-Geral de Finanças diz que ausência de dívidas para receber subsídio de mobilidade faz sentido. O inspetor-geral de Finanças, António Ferreira dos Santos, considerou hoje que a obrigatoriedade de ausência de dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social para ter direito ao subsídio social de mobilidade nas viagens aéreas "faz sentido". "Na nossa perspetiva essa questão faz sentido", afirmou o responsável, numa audição no parlamento, argumentando que "quando o Estado dá um apoio pressupõe que [...] quem o receba também cumpra" com as suas obrigações.

  • https://www.dnoticias.pt/2026/3/18/485328-inspeccao-geral-de-financas-diz-que-ausencia-de-dividas-para-receber-subsidio-de-mobilidade-faz-sentido/

A

ssim de arranque, todos os funcionários públicos querem prémios de produtividade nas suas áreas, como os funcionários do fisco têm. "Faz todo sentido não faz"? Da Madeira exijo que todos os apoios, subsidiação aos títulos de transporte no continente, passem pelo mesmo processo de obrigação de entregar um documento de como não são devedores ao fisco.

Já agora, quando é que há uma investigação séria no fisco, sobre se é ou não verdade que vendeu ao desbarato bens de contribuintes devedores, em conluio com interessados no imobiliário, a "baixo custo"? Confirmam que o Estado ficou com muito dinheiro de empresas que encerraram, com IVA por receber, e que pelo artifício de cada pedido exigir um valor superior ao pedido anterior, não observaram que o encerramento não era um encerramento e ficaram com o dinheiro. As crises que o desgoverno provoca põe sempre o simples contribuinte a perder tudo. O fisco é tão sério como a Segurança Social onde ficaram alguns por cobrar? É ou não verdade que muitos bancos, tendo bens em seu nome, nunca atualizaram a situação no fisco e os particulares, já em situação de falência ficaram, com mais dívidas por causa dos "ladrões" dos bancos com o fecho de olhos do fisco?

Mas há mais!

Lembram-se de quando a AT tributava as mais-valias de não residentes sobre 100% do ganho, enquanto os residentes apenas pagavam sobre 50%? Aqui o fisco foi derrotado pela discriminação violenta e violação da livre circulação de capitais. Os tribunais dão razão sistemática aos contribuintes, obrigando o Fisco a devolver o imposto cobrado a mais, com juros.

Lembram-se do ISV em carros importados (o "Imposto Único")? No cálculo do Imposto Sobre Veículos (ISV) de carros usados importados da UE, a AT não aplicava a desvalorização total (especialmente na componente ambiental). Uma Violação do Artigo 110.º do Tratado sobre o Funcionamento da UE. O Fisco tentava proteger o mercado nacional encarecendo a importação, mas os tribunais consideram que um produto de outro Estado-membro não pode ser mais tributado do que um produto similar nacional.

Lembram-se dos erros de qualificação de rendimentos (IRS)? Quando a AT tenta requalificar ganhos de capital ou indemnizações como rendimentos de trabalho (Categoria A) para cobrar taxas mais elevadas. Perdeu pela falta de fundamentação. Muitas decisões judiciais anulam liquidações porque o Fisco não consegue provar a natureza do rendimento que está a tentar tributar de forma mais agressiva.

E a cena da caducidade e prescrição, quando a AT tenta cobrar impostos ou instaurar processos de execução fora dos prazos legais (geralmente 4 anos para caducidade e 8 para prescrição)? Um desleixo administrativo, os tribunais são implacáveis, se o Estado não exerceu o seu direito de liquidar o imposto no prazo legal, o contribuinte fica liberto da obrigação.

Outra! Quando a AT recusa aceitar certas despesas das empresas como "custos necessários para obter rendimento", tentando aumentar o lucro tributável. O Fisco tenta uma intromissão na gestão privada. O tribunal entende que não cabe ao Fisco decidir se uma estratégia de marketing ou um investimento foi "bom" ou "mau" para a empresa, mas apenas se a despesa existiu e tem nexo com a atividade.

Caro senhor inspetor-geral de Finanças, António Ferreira dos Santos, não somos portugueses de segunda e também não somos juristas para concluir isto! Se é para passar declarações e arranjar alguma facturação ao fisco, com o subsídio social de mobilidade, das duas uma, ou começa a pedir aos continentais que estão subsidiados no seu título de transporte ou fecha a boca!

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.