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A metamorfose das obras é fantástica, começámos a querer um Porto para os navios, mas a coisa evoluiu de tal maneira que vamos acabar com um Heliporto. É a evolução natural da engenharia madeirense, se há betão e há mar, tem de haver uma hélice a girar por perto.
Toda a gente sabe que o heliporto do Porto Moniz é o maior sucesso da história da aviação... para as gaivotas descansarem as patas. O novo heliporto do Funchal promete seguir o mesmo caminho, um retângulo de cimento muito caro, estrategicamente colocado para o salitre corroer as aeronaves mais depressa.
Dizem que o desejo secreto de qualquer mecânico de aviões é lutar contra a corrosão marítima. Nada como o ar puro e salgado da baía do Funchal para garantir que um helicóptero de 5 milhões de euros comece a parecer uma lata de conservas enferrujada em três semanas. É economia circular, o Governo constrói, o salitre rói, e a oficina fatura!
Eduardo Jesus diz que é para "diversificar a oferta". Eu digo que é para garantir que, se a ilha continuar a afundar-se em betão, pelo menos os governantes e os turistas tenham por onde fugir rapidamente! E lá está, o Governo Regional exige um helicóptero adicional para incêndios ao Governo da República mas dedica-se ao projecto de heli para passeio.
- https://madeira.rtp.pt/politica/governo-regional-quer-heliporto-no-funchal-para-servir-turistas-audio/
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